RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES
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Após a oitiva da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), o advogado da parlamentar, Anderson Rollemberg, afirmou nesta terça-feira (22/9) que ela não cometeu qualquer ato que afrontasse o decoro parlamentar. Com informações de Metrópoles.

“Houve uma conspiração. Quem tem a ver com o crime, quem for partícipe — autor, executor ou mandante — que deve pagar pelo que fez. Ao final, se for entendimento do Tribunal do Júri”, declarou o advogado, sem dizer de quem se tratava.

Flordelis é apontada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) como a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado.

A deputada foi ouvida pela Corregedoria da Câmara nesta terça. “Ela [Flordelis] foi bem esclarecedora, demonstrando que em momento algum comete qualquer conduta fora do parâmetro ético e moral e que afrontasse o decoro da classe parlamentar”, afirmou.

O advogado disse acreditar que a “Justiça será feita” ao fim dos 45 dias — prazo de apresentação do parecer da Corregedoria da Câmara à Mesa Diretora. “Não há nenhuma prova robusta ou indícios que será refutado”, disse.

Tornozeleira

Na última sexta-feira (18/9), a Justiça Federal recomendou que a parlamentar fosse monitorada por tornozeleira eletrônica. Determinou ainda que ela fique em recolhimento domiciliar das 23h às 6h, no prazo de cinco dias.

A defesa disse que já recorreu da decisão e que vai refutar essa imposição “imprópria, desnecessária e ilegal”. “Se a prisão preventiva de uma parlamentar é vedada, por que não seria vedado outro uso de medida cautelar?”, questionou. 

Rollemberg aventou a possibilidade, em última instância, de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). “A defesa irá ao Supremo Tribunal Federal caso haja necessidade. Mas a própria magistrada declarou que o crime não tem a ver com o cargo que ela ocupa de deputada federal”, disse.


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