Foto: Jimmy Christian
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Em meio ao debate da mineração de ouro no rio Madeira, que ganhou repercussão nacional e até internacional ao longo desta semana, o deputado estadual Angelus Figueira (DC), falou que o Estado precisa trabalhar para evitar ilegalidades, proteger o meio ambiente, mas sem que o homem do interior sofra consequências.

De acordo com Angelus Figueira, o Amazonas é o Estado com maior reserva sustentável do planeta, mas, ultimamente, ficou sem perspectivas.

“Ouvimos atentamente o deputado Serafim Correa falando de um tema muito importante. Gostaria de analisar a questão a partir de um contexto interiorano, histórico, porque, desde a minha primeira fala na Casa venho mostrando o quanto nós retrocedemos no interior, o quanto inviabilizamos o interior do Estado do Amazonas, o quanto, verdadeiramente, empobreceu, e o que é mais perverso, o interior ficou sem perspectiva e acompanhamos a corrida do ouro. O Amazonas é o Estado com maior reserva sustentável de todo o planeta”, disse.

Ainda durante seu discurso, o parlamentar comentou sobre a economia do Estado que não pode ficar estagnada apenas com o modelo Zona Franca.

“Nosso homem do interior contempla a questão mineral, dos seus recursos, que tão bem este homem do interior soube preservar e olha, não faz muito tempo que esse Estado tinha na economia do interior um caminho forte para a manutenção da economia como a juta, acabou. Tínhamos um pescado forte, o setor, acabou, comemos peixe de outros Estados. Isso não foi de agora, vem se agravando nos últimos 30 anos. Ai deste Estado, se não fosse a Zona Franca, mas é um modelo que tem provado que já não mantém o Estado que cresceu muito. Sustento minha fala com base nos índices de desenvolvimento. A população cresceu muito. Tínhamos uma posição e hoje inverteu-se, a pobreza assola”, alertou Figueira.

Dragas no rio
Ao relembrar a imagem das dragas enfileiradas no rio Madeira, que garimpam ouro nas profundezas das águas, imagem que repercutiu na imprensa nacional e internacional, o deputado citou que é preciso um plano de governança urgente.

”Precisamos de um plano estratégico. Não podemos condenar a população que mora no interior. Não é só perverso ao mercúrio, ao dano ambiental, mas à nossa cultura. Não podemos, num estado tão rico, conviver com tanta passividade. Não é discurso de um deputado ou da Casa, é uma realidade que se constata por números. Não podemos continuar convivendo, quando propusemos um plano estratégico, é urgente. Essas balsas estavam aí, não é de hoje. Não estamos falando de uma ou mil balsas, são milhares. Estamos falando de uma realidade que impacta o meio ambiente, agride o homem da terra, agride as populações ribeirinhas. Precisamos de governança. A imprensa nacional tem sido dura com o Estado, o Estado que mais preservou. Não somos beneficiados de crédito de carbono, precisamos reverter. Somos um exemplo para o mundo, mas questões precisam ser resolvidos como a questão dos recursos hídricos”, finalizou.

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