Francisco Praciano, o Velho Praça
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Por Castelo Branco – Quem achava que o Amazonas teria, digamos assim, apenas uma opção de voto para o Senado da República nas próximas eleições estava enganado.

Como assim, cara pálida? Quem teria coragem de desafiar Omar Aziz (PSD), o todo poderoso presidente da CPI da Covid, aquele que Bolsonaro chama de “anta amazônica”?

Realmente não será fácil. Enfrentar Omar, como o apoio quase declarado do PT, de Marcelo Ramos e Cia., é preciso “ter peito de remador”, como diria Chico Buarque de Holanda.

Sim, o Francisco Praciano (PT) vem aí para desespero de muitos que jamais imaginavam vê-lo de volta – o Praça enfrentou difícil quadro de saúde – com a sua velha Kombi que foi passada para o Zé Ricardo quando adoeceu.

Independente e em harmonia com o povo, Praciano percorreu toda cidade em uma Kombi transformada por ele em palanque de campanha.

Até a publicação desta matéria, ninguém sequer sonhava com o retorno de um homem honrado, auto exilado lá pelas quebradas do sertão cearense, aposentado proporcionalmente, cujo bem de maior valor é um carro velho todo amassado, que lhe sobrou depois de atropelar um jegue no interior da terra de “Padim Ciçu”.

Praciano já está com a paçoca de carne seca pronta e água na moringa.

Êita pau pereira! Agora eu quero ver!

Embora a reportagem do site tenha conversado longamente com Francisco Praciano, ex-vereador e ex-deputado federal, a informação ainda não é oficial, o martelo ainda não foi batido.

Inspirado no Eclesiastes, que diz que “Há tempo para todas as coisas”, o velho Praça, como é carinhosamente conhecido, não afastou a possibilidade de vir a ser candidato e que a hipótese de engajamento na disputa está condicionada necessariamente a uma aliança com a esquerda”.

Praciano prometeu conceder em breve uma entrevista ao site, provavelmente já com o nome definido como candidato ao Senado.

Alegre e bastante descontraído, ele disse estar bem de saúde, que continua com seu domicílio eleitoral em harmonia com a legislação eleitoral e que está “morrendo de saudades do povo do Amazonas” e de Manaus, onde estudou, constituiu família e foi operário e diretor de uma fábrica do Distrito Industrial.


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