O atacante Bafétimbi Gomis, do Al-Hilal, comemora gol contra Espérance, pelo Mundial de Clubes - Kai Pfaffenbach/Reuters
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Doha – Ao fazer o gol que decidiu a partida para o Al-Hilal, da Arábia Saudita, no Mundial de Clubes, o atacante francês Bafétimbi Gomis, 34, correu em direção à bandeira de escanteio. Apontou para alguém nas cadeiras.

O alvo era o treinador português Jorge Jesus, do Flamengo.

Com a vitória por 1 a 0 sobre o Espérance (TUN), o Al-Hilal será o adversário do time brasileiro na semifinal do torneio, marcada para a próxima terça (17), às 14h30 (de Brasília), em Doha.

“Ele é um como se fosse um pai para mim. Devo muito a ele. Havíamos até conversado de jantarmos juntos [durante o Mundial]”, disse Gomis após a partida, garantindo que se tratou de uma homenagem, não uma provocação.

As câmeras de TV flagraram Jesus sorrindo com o gesto do francês.

Os dois trabalharam juntos quando o português passou pela Arábia Saudita no ano passado. Isso fez com que em todas as entrevistas antes do Mundial de Clubes o técnico falasse que antes de pensar em uma possível decisão com o Liverpool (ING), o Flamengo teria de se preocupar com o Al-Hilal. Mas este também tinha um jogo pela frente, contra o Espérance.

Por causa de Gomis, que começou no banco de reservas e entrou durante o segundo tempo para marcar o único gol do confronto, a previsão de Jesus deu certo.

As declarações do comandante flamenguista também fizeram o atual treinador do Al-Hilal, o romeno Razvan Lucescu, ficar contrariado. Jesus insiste ter sido responsável por parte da montagem do elenco atual, do qual o atacante francês faz parte.

“O time foi formado ao longo de cinco edições da Champions League, o que envolve muitos treinadores, não só Jorge Jesus”, disse Lucescu, filho de Mircea Lucescu, atual técnico da seleção turca.

Jesus esteve no Al-Hilal no ano passado.

A semifinal será o reencontro do volante colombiano Gustavo Cuéllar, 27, com o Flamengo. Ele atuou pelo time da Gávea entre 2016 e 2019, quando foi liberado para o rival da próxima terça-feira.

“O Flamengo fez muitos investimentos. O Al-Hilal também, tanto que ganhou a Copa da Ásia. Mas vencer a Libertadores é muito difícil, e o Flamengo está um pouco na frente”, analisou o cabeça de área.

Jesus e alguns jogadores do clube brasileiro estiveram no estádio Jassim bin Hamad para acompanhar as quartas de final menos de duas horas após terem desembarcado no Qatar. Ele perguntou aos atletas quem queria ir, mas liberou os mais cansados pelas 15 horas de viagem a ficarem no hotel.

O melhor do Espérance foi a sua torcida. Em maior número entre os 7.726 pagantes, ela cantou o tempo todo e chegou a preocupar os seguranças e a Fifa. Atrás de um dos gols, os tunisianos acenderam sinalizadores (algo proibido pela entidade que dirige o futebol) e liberou tubos com fumaças em vermelho e amarelo, as cores da agremiação. O sistema de alto falantes da arena deu aviso de que eles poderia ser expulsos.

O Al-Hilal foi melhor tecnicamente, especialmente nas jogadas em que o meia brasileiro Carlos Eduardo era acionado. Ele criou a melhor chance da equipe antes do gol de Gomis e sofreu pênalti anulado pela arbitragem por impedimento na origem do lance. O Esperánce teve uma grande oportunidade quando o placar era 0 a 0, mas não aproveitou.


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