Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou, na manhã desta sexta-feira (14/1), as pesquisas que colocam “governadores que fecharam estabelecimentos” em bons lugares. O chefe do Executivo federal disse não conseguir entender “essa parte da população” que apoia os mandatários estaduais.

A declaração foi feita em entrevista à Rádio Uirapuru Jaguaribana, do Ceará, na quinta-feira (13/1) e transmitida nesta sexta (14/1).

Bolsonaro comentava sobre as medidas restritivas que governadores adotaram, ao longo do ano de 2020, para frear o contágio pela Covid-19, como o fechamento de estabelecimentos, incluindo igrejas.

“Como a questão de religião. Eu acho que o governador do Ceará também fechou igreja. Qual o último refúgio de uma pessoa que está desesperada?”, questionou o presidente.

“A gente fica sabendo que essas pessoas, em outros estados que tomaram atitudes como essa, vão disputar a reeleição, vão para o Senado, e estão bem posicionadas em pesquisas. Não consigo entender essa parte da população”, disparou Bolsonaro.

Atualmente, o Ceará é governado pelo petista Camilo Santana. O presidente frequentemente acusa os chefes dos Executivos estaduais de terem “acabado” com a economia ao tomar medidas restritivas e de isolamento social.

Nesta semana, Bolsonaro chamou o governador do Maranhão de “gordo” e “ditador”, pelas medidas restritivas que Flávio Dino (PSB) decretou no estado.

“Vocês repararam que, em países comunistas, geralmente o chefe é gordo? Coreia do Norte, Venezuela? Gordinho, né? Maranhão?”, disse Bolsonaro a apoiadores na chegada ao Palácio da Alvorada, no fim da tarde de terça-feira (11/1), arrancando risadas dos simpatizantes.

Dino rebateu o presidente. O maranhense escreveu no Twitter que a “piada”, além de sem graça, é repetida.


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