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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, durante discurso na Cúpula das Nações Unidas sobre a Biodiversidade, na tarde desta quarta-feira (30/9), que o setor agropecuário brasileiro obteve aumentos expressivos de produtividade e reduziu “seu já irrisório impacto sobre o meio ambiente”.

Além de minimizar os danos ambientais provocados pelo agronegócio, o chefe do Executivo voltou a associar Organizações Não Governamentais (ONGs) a crimes ambientais.

“Vamos dar continuidade a essa operação [Verde Brasil 2] para intensificar ainda mais o combate a esses problemas que favorecem as organizações que, associadas a algumas ONGs, comandam os crimes ambientais no Brasil e no exterior”, acusou.

Durante pronunciamento, Bolsonaro alegou que o Brasil se empenha em buscar o desenvolvimento sustentável, com esteio em uma agricultura baseada em biotecnologia.

Sem mencionar o nome do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, ou líderes europeus que já o criticaram pela maneira como o governo lida com a crise ambiental na Amazônia, Bolsonaro disse rechaçar, de forma veemente, a “cobiça internacional” sobre o bioma.

“Não podemos aceitar, portanto, que informações falsas e irresponsáveis sirvam de pretexto para a imposição de regras internacionais injustas, que desconsiderem as importantes conquistas ambientais que alcançamos em benefício do Brasil e do mundo”, destacou.

Assembleia Geral

No último dia 22, quando discursou na Assembleia Geral da ONU, Bolsonaro afirmou que, apesar da crise mundial, a produção rural não parou, ao defender o agronegócio. “O homem do campo trabalhou como nunca, produziu como sempre, alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas. O Brasil contribuiu para que o mundo continuasse alimentado”, disse.

O chefe de Estado brasileiro também disse que o agronegócio “respeita a melhor legislação ambiental do planeta”. “Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”, criticou.

Como era esperado, Bolsonaro rebateu as críticas que vem recebendo de Organizações Não Governamentais ligadas ao meio ambiente e de governos de outros países, que o acusam de inércia no combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia e no Pantanal.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a região pantaneira teve tantas queimadas de janeiro a setembro deste ano quanto no somatório dos últimos três anos. Com informações de Metrópoles.


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