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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursou na 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a primeira realizada remotamente na história da entidade, devido às medidas restritivas provocadas pela pandemia do novo coronavírus.

O discurso de Bolsonaro foi gravado no último dia 16, no qual ele abordou assuntos de política ambiental e combate à Covid-19. Assista:

O presidente falou no discurso sobre as medidas adotadas pelo país durante a pandemia. E afirmou que, apesar da crise mundial, a produção rural não parou, ao defender o agronegócio. “O homem do campo trabalhou como nunca, produziu como sempre, alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas. O Brasil contribuiu para que o mundo continuasse alimentado”, disse.

Bolsonaro reafirmou que o agronegócio brasileiro “respeita a melhor legislação ambiental do planeta”. “Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”, criticou.

Segundo ele, a riqueza da Amazônia “explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em intreresses escusos que se unem a associações brasileiras aproveitadoras e impatrióticas com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”.

Combate ao coronavírus

Bolsonaro afirmou que a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, “ganhou o centro de todas as atenções [do governo] ao longo deste ano”. “Desde o princípio alertei, em meu país, que tínhamos dois problemas para resolver, o vírus e o desemprego, e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente, e com a mesma responsabilidade”, continou.

O chefe do Executivo, que com frequência criticou o isolamento social, voltou a dizer que, devido a uma decisão judicial, todas as medidas de isolamento e “restrições de liberdade” foram delegadas a cada um dos 27 governadores das unidades da federação. “Ao presidente, coube envio de recursos e meios a todo país”.

Meio ambiente

Como era esperado, Bolsonaro rebate as críticas que vem recebendo de Organizações Não Governamentais ligadas ao meio ambiente e de governos de outros países, que acusam o governo de inércia no combate ao desmatamento e queimadas na Amazônia e Pantanal.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a região pantaneira teve tantas queimadas de janeiro a setembro deste ano quanto no somatório dos últimos três anos.

O acordo entre os países do Mercosul e da União Europeia está ameaçado porque a França exige que o Brasil cumpra com compromissos de preservação dos biomas e atue para impedir o desmatamento e as queimadas criminosas. O primeiro-ministro francês, Jean Castex, reiterou posição do presidente Emmanuel Macron contra o tratado comercial.

“O desmatamento ameaça a biodiversidade e desregula o clima. O relatório apresentado reforça a posição da França de se opor ao acordo UE-Mercosul, assim como está. Esta decisão é coerente em relação ao engajamento francês e europeu nas causas do meio ambiente”, escreveu o primeiro-ministro francês, em redes sociais, após receber dados sobre o desmatamento no Brasil.

Bolsonaro, entretanto, defende que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente e acusa críticos de agirem com interesse econômico por serem concorrentes comerciais do Brasil.

Em 2019, quando também estava pressionado por nações europeias para agir contra incêndios na Amazônia, Bolsonaro chegou a dizer que o “Brasil era a virgem que todo tarado quer”, e que a Europa defendia a preservação da Amazônia com interesse em preservá-la no futuro.

Em 2019, irritado com a divulgação dos dados que apontaram para o aumento das queimadas e desmatamento na Amazônia, o chefe do Executivo demitiu o diretor do Inpe. À época, Bolsonaro chegou a reclamar do Sínodo da Amazônia, que reuniu bispos católicos no Vaticano para debater a região.


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