Senador Ciro Nogueira e Presidente Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR
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Em busca de um partido para disputar a reeleição, o presidente Jair Bolsonaro que está “namorando” com o Progressistas desde maio, com a ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI), para a Casa Civil, poderá estar voltando ao PP, partido que já foi filiado em dois períodos, em 2005 e 2016.

Em entrevista à Rádio Mundial na manhã desta quarta-feira (28), Bolsonaro sinalizou que deve retornar ao PP para disputar as eleições de 2022.

“É natural, obviamente, que tenho que ter um partido político. Eu não sei se vou disputar as eleições do ano que vem. Devo disputar, não posso garantir. E temos conversado com vários partidos, dentre eles o Partido Progressista, ao qual eu integrei por aproximadamente 20 anos dos 28 anos em que fui deputado federal”, afirmou.

Elogios a Ciro Nogueira

“Trouxe para dentro do ministério agora, o mais importante, da Casa Civil, o senador Ciro Nogueira, do Piauí. O homem adequado para conversar com o parlamento”, disse.

Bolsonaro ainda lembrou que é companheiro de Nogueira há muitos anos, desde o período em que dividiam o Congresso Nacional, quando o atual ministro acumulou processos por sonegação fiscal e recebimento de propinas.

O parlamentar do Centrão também preside o Partido Progressistas, desembarcou em Brasília e assumiu o posto nesta quarta-feira (28)  ocupado por Luiz Eduardo Ramos, que irá para a Secretaria Geral da Presidência.0

“Namoro”

O “namoro” de Bolsonaro com o PP, começou em maio deste ano durante a inauguração de uma ponte ligando o Piauí ao Maranhão, o presidente revelou ter sido convidado pelo presidente da legenda Ciro Nogueira, para se filiar ao partido.

Bolsonaro que já foi filiado ao PP deixou a legenda porque não via espaço para concorrer à Presidência. Após ser eleito pelo PSL, ele se desfiliou em 2019 e desde então está sem partido.

O presidente tem conversado com várias siglas em busca de abrigo para concorrer à reeleição em 2022. Ele já fez negociações com o PRTB, o PMN, o Democracia Cristã e por último esteve com os pés no Patriota, mas como Bolsonaro deseja ter o controle total do partido, a filiação não vingou.

A vantagem do Progressistas é a grande estrutura partidária e a capilaridade no país.

Mudanças no PP do Amazonas

Nos bastidores da Política Amazonense, a possível volta do presidente Bolsonaro, gerou conversas de que o pré-candidato ao Senado, Coronel Menezes, deverá deixar o Patriota, e acompanhar o “Capitão” filiando-se ao PP, dos irmãos Átila e Belarmino Lins.

A quem diga que os Lins, que tomaram o partido do empresário Francisco Garcia, conhecido como “Chiquinho Garcia”, depois de mais de duas décadas no comando, podem perder a legenda para Menezes, aliado de Bolsonaro e que estaria no pacote de negociações da ida do presidente para o PP, comandado nacionalmente por Ciro Nogueira.

Nos bastidores falam ainda que o governador Wilson Lima deverá deixar o PSC para também filiar-se ao Progressista e disputar a reeleição em 2022.


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