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São Paulo – O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou nesta quinta-feira (6/5) redução na previsão de entrega de matéria prima para produção da Coronavac e culpou os ataques do presidente Jair Bolsonaro à China na relação entre os dois países na produção de vacinas.

“Embora a embaixada da China no Brasil venha dizendo que não há esse tipo de problema, mas a nossa sensação de quem está na ponta é que existe dificuldade, uma burocracia que está sendo mais lenta do que seria habitual e com autorizações muito reduzidas e volumes. Então, obviamente essas declarações têm impacto e nós ficamos à mercê dessa situação”, disse.

De acordo com Covas, o instituto ia receber 6 mil litros do insumo até o dia 10. Agora receberá 2 mil até o dia 13 e o restante foi adiado. O último carregamento de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) esperado para 24 de março só chegou em 19 de abril.

Na quarta-feira, sem citar diretamente o país asiático, Bolsonaro sugeriu que a China criou coronavírus para ter “guerra química”. “É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou porque um ser humano ingeriu um animal inadequado”, disse.

Por atraso na entrega de insumos enviados pela China ao Brasil, o Instituto Butantan não conseguiu cumprir o prazo de entrega das 46 milhões de doses da Coronavac, previsto para 30 de abril.

“Todas as declarações [do presidente] neste sentido têm repercussão. Nós já tivemos um grande problema no começo do ano e estamos enfrentando de novo esse problema”, disse Covas. Com informações de Metrópoles.


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