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Disponível em todas as plataformas digitais, o EP “Farinha”, do cantor e compositor Doreto foi lançadado na ultima sexta-feira (02). O quarto EP do artista é composto por cinco faixas com ritmos populares, como o brega, carimbó, boi bumbá, brega funk e a musicalidade do beiradão, e estará disponível em todas as plataformas digitais, entre elas o Spotify, Youtube, Deezer e iTunes. 

Com a regionalidade latente, o disco é composto pelas faixas:  “A metade é osso”, “Viagem nortista”, “Farinha”, “Patifaria” e “X-caboquinho”. Já o título foi escolhido devido a um dos itens favoritos do amazonense, segundo o autor. “O álbum “Farinha” traz menção ao “X-caboquinho”. Decidi dar esse nome com o intuito de popularizar o que está em minha volta, pois de tanto ouvir as pessoas falando “sem farinha não dá”, percebi que a farinha é indispensável na mesa do nortista.

Doreto já realizou shows no  Paraguai e Santarém/PA. Atualmente reside em Presidente Figueiredo (à 107 quilômetros de Manaus), onde atua como pedagogo, e afirma que a música está presente dentro das suas atividades escolares, trazendo inspiração e bons resultados com os alunos.

“A arte representa, para mim, a parte mais bela da vida, pois acredito que ela está em tudo que faço. Inclusive, na profissão que exerço, desenvolvo projetos de cunho artísticos, como o projeto “Varal Contador”, que resultou na publicação de um livro autoral desenvolvido pelos estudantes, além do “Musicando”, que é um projeto de música dentro da escola”, explica.

“Farinha” é um marco importante para o compositor, onde, devido à pandemia da Covid-19, trouxe a sensibilidade de um momento de muitas perdas. “Fazer arte nesse momento representa muita coisa, sobretudo, que a vida continua em nosso meio. Produzir em meio à pandemia foi muito desafiador, pois acredito que no processo de uma produção musical se faz necessário sentar, discutir, criar e reinventar, e fazer isso tudo em um contexto virtual dificultou o processo de interação. No entanto, acredito que foi importante para a plenitude da vida e de nossa segurança, pois todos perdemos pessoas importantes”, destaca Doreto.

Outras obras – Lançado em 2015, seu primeiro EP, intitulado “Velhos Conceitos”, traz um viés musical voltado para a MPB, com críticas sociais afloradas, e com melodias encorpadas. O álbum foi lançado em uma versão acústica, contou com sete faixas inéditas e com participação do percussionista paraense Hélder Gama.

Já em 2018, residindo no Amazonas, Doreto lançou o álbum “Versus de mim”, que também contou com sete faixas, e foi produzido pelo “Estúdio Sonora da Amazônia”. A obra trouxe arranjos, mesclando da MPB ao Rock, e com letras externando o empoderamento nortista, a força da poesia do caboclo amazônida e arranjos transcendentais dos anos 80. No mesmo ano, o show “Versus de mim” chegou à Assunção, no  Paraguai, onde fez três apresentações, dentre elas no Hard Rock Cafe Asunción.

Em 2019 fez mais quatro shows no Paraguai. Ainda em 2019, viajou à São Paulo para um encontro com o produtor musical Rick Bonadio, que o direcionou para a produção do disco “Me invada”, terceiro lançamento do artista, que aconteceu em 2020 e foi composto por faixas como “O Carimbó é Pop”, “Som do Norte”, “Cadência Nortista”, entre outras.


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