JP Rodrigues/Metrópoles
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Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que, durante a pandemia de Covid-19, a população que vive abaixo da linha da pobreza no Brasil triplicou. O número, que era de 9,5 milhões de pessoas em agosto de 2020, passou para mais de 27 milhões em fevereiro de 2021.

Essas famílias tentam viver com o valor de R$ 246 por mês. O fim do auxílio emergencial, em dezembro de 2020, influenciou nos números. Em janeiro deste ano, 12,8% dos brasileiros estavam abaixo da linha pobreza.

O número é o mais alto desde 2011, quando a porcentagem atingiu 12,1%. Antes da pandemia, em 2019, a porcentagem de brasileiros que viviam na extrema pobreza era de 10,97%.

Auxílio emergencial

A redução no valor do auxílio emergencial em 2021 preocupa especialistas. Em 2020, a quantia foi paga em até parcelas de R$ 600. Depois, houve redução e o dinheiro dado pelo governo passou a ser entregue em parcelas de R$ 300.

Agora, com as mudanças, o benefício só poderá ser concedido para uma pessoa de cada família, e em valor médio de R$ 250, com variação entre R$ 150 e R$ 375. Até o ano passado, dois membros da mesma residência poderiam ser beneficiados.

Em 2020, o governo deu o auxílio a quase 68 milhões de brasileiros, mas em 2021 o público é de 45,6 milhões. Houve um corte superior a 22 milhões de pessoas (o equivalente a um terço do total) nesse período.

O número de pessoas desempregadas no Brasil foi estimado em 14,3 milhões no trimestre encerrado em janeiro. Esse é o maior contingente desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com informações de Metrópoles.


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