Foto: Divulgação
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A comida japonesa é muito popular no Brasil, mas também é cercada de mitos e crenças. Muitas pessoas que adoram os sabores únicos dos temakis, sushis e sashimis, também acreditam que as opções são saudáveis e não interferem no ganho de peso. E, por isso, mergulham nos pratos asiáticos com a certeza de que isso não prejudicará a saúde. Mas, será que as comidas típicas do Japão são mesmo benéficas para o organismo?

Primeiro é preciso entender como as pessoas ganham gordura corporal. E o processo é simples, necessita apenas de um superávit calórico. Ou seja, consumir mais calorias do que se gasta. A partir desse princípio, já é possível dizer que qualquer alimento – saudável ou não – se consumido desenfreadamente pode engordar sim. O que vale, nesse caso, é optar por comidas com menos calorias, para, assim, evitar o acúmulo de gordura.

“Como qualquer comida, a japonesa pode engordar se for consumida em excesso, sobretudo se considerarmos que há muitas frituras e molhos com alto teor de gordura. Sendo assim, fique atento às quantidades para não exagerar”, orienta a Dra. Lívia Salomé, especialista em clínica médica e estilo de vida.

Segundo a nutricionista Fúlvia Gomes Hazarabedian, quando se está em um restaurante japonês, o controle e as escolhas dos alimentos são fatores decisivos para que exageros sejam evitados. Apostar nos teppans, por exemplo, talvez seja uma boa alternativa. “Pode-se optar pela carne ou peixe, que são proteicos e acompanhados de arroz. O carboidrato deixa o prato completo”, sugere.

Outro fator importante, que não pode passar desapercebido, são os acompanhamentos e detalhes da culinária japonesa. A quantidade de refrigerante – mesmo que seja zero açúcar – e de shoyu, por exemplo, podem alavancar os índices de sódio da refeição. Por isso, é preciso ter atenção. “O excesso de sódio pode causar desequilíbrios, inchaço e, com isso, o aumento de peso”, comenta a nutricionista.

Também vale ficar de olho nos vegetais e legumes que, durante um rodízio japonês, por exemplo, podem ficar em segundo plano. Além de garantir uma boa concentração de vitaminas e minerais, incluir esses alimentos na refeição podem gerar uma maior sensação de saciedade, sem elevar muito a ingestão calórica.

“A base da alimentação japonesa é arroz e peixes. Sendo assim, a quantidade de vegetais consumidos, principalmente em rodízios, é bem inferior ao que seria saudável e equilibrado para uma refeição completa. Não se pode esquecer dos vegetais, pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais”, explica a especialista. (Saúde Em Dia)


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