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O Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) iniciou a produção de blocos de concreto com a mão de obra dos internos que integram o programa de ressocialização “Trabalhando a Liberdade”. Os trabalhos são coordenados pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com a empresa de cogestão Reviver Administração Prisional Privada.

Cerca de 200 blocos de concreto foram fabricados em apenas uma semana de atividades. Os serviços são executados por três reeducandos, que se revezam na soldagem para a montagem da forma e na produção dos blocos estruturais.

A criação do espaço foi idealizada pelo encarregado de manutenção do Compaj, Mikael Alves. Segundo ele, todo material será empregado em obras dentro da unidade prisional de acordo com a demanda. “A ideia é tornar o serviço autossustentável, além de baratear os custos com a aquisição de materiais”, disse.

O diretor do Compaj, Lucas Maceda, apontou as vantagens da fabricação própria. “Um bloco equivale a dois tijolos. É usado pouquíssimo ou nenhum emboço no acabamento de paredes”, disse ele, acrescentando que existem mais de 1,3 mil fábricas de artefatos de concreto no Brasil.

De acordo com Maceda, a iniciativa é mais uma das inúmeras atividades laborais oferecidas aos reeducandos no processo de ressocialização. “Os internos estão tendo a oportunidade de conhecer o passo a passo na fabricação dos blocos, como o manuseio da máquina betoneira, confecção das formas até o uso do material nas obras que realizamos dentro da unidade”, afirmou.

Olaria – Essa é a segunda unidade prisional da capital a confeccionar materiais utilizados na construção civil. O Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM 2) possui uma fábrica de tijolos, que conta com a participação de cinco reeducandos.


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