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Autor: Joilson Souza

A tarde chega o caboclo tira das Costa o paneiro
Guarda o facão e a enxada …
Ganha um beijo de cada filho e da Cabocla por ele apaixonada

Espia da janela o horizonte amazônico que em sua fartura de água destrói a plantação, renova a paisagem da várzea em toda sua imensidão

A tarde chega o caboclo sai em sua canoa atrás do alimento,
em cada remada um pensamento
Arma a malhadeira, prepara o arpão
Toma o chibé…que lhe dar forças pra ficar de pé

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A noite vem com a luz apaixonante da lua
A saudade aperta o peito de saudades de sua caboca nua…
Que lhe espera na rede, pra ser sua.

O luar ilumina a estrada prateada do igarapé
Com a cambada de peixe e a caça no porão da canoa faz a sua devoção, num momento de fé.

Os curumins entorno da mesa
Fartura tardia … café com farinha de sobremesas
A bênção pai
A benção mãe
E os caboclos na rede começam se amar.
O sol desperta o caboclo que pega ligeiro
A enxada o facão e o seu paneiro e vai pro roçado trabalhar.


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