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O Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz realizou, na segunda-feira (28/9), uma ação interna de conscientização sobre doação de órgãos. A temática da ação foi alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos (27/09), data instituída visando conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto.

A ação foi organizada pela Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HPS Delphina Aziz, que foi instituída a partir da Portaria 015/2020-DEX/CHZN, para auxiliar a Central de Transplantes do Amazonas nas notificações de possíveis doadores.

De acordo com a presidente da comissão, enfermeira Luciana Perches, a ação traz a temática para junto dos profissionais de saúde para que se fortaleça e se dissemine as informações sobre doação e doadores, principalmente, para derrubar os tabus e preconceitos. “É importante a temática porque a doação de órgãos salva vidas. No Brasil, não existe um documento que a pessoa possa manifestar sua vontade de ser doador, é preciso que a pessoa conscientize sua família desse seu desejo, pois é a família que deve autorizar essa doação”.

Transplante de órgãos e tecidos – O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador vivo ou morto.  No caso de doador não vivo, a legislação em vigor determina que a família será a responsável pela decisão final, não tendo mais valor a informação de doador ou não doador de órgãos, registrada no documento de identidade.

Já um doador vivo, deverá ter avaliação médica, que analisa a história clínica da pessoa e as doenças prévias. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos.

Captação de órgãos- As doações de órgãos, no Amazonas, iniciaram em 2011. Desde então, foram captados 306 rins e 40 fígados. Já as captações de córneas (tecidos) iniciaram em 2004, totalizando até o momento 3.818 doações. A captação é feita a partir de doadores falecidos. Os órgãos captados, no Amazonas, são fígado e tecidos, como as córneas. Os demais órgãos, como coração, pulmão, pâncreas e intestino, não são captados porque possuem tempo adequado entre a retirada e o transplante (tempo de isquemia), que é menor que o tempo de transporte para outros estados.

Os órgãos doados no Amazonas são ofertados para a Central Nacional de Transplantes (CNT), órgão que fica em Brasília e é responsável por localizar um receptor em um ranking nacional. Uma vez feita essa identificação, o órgão é enviado para o estado onde se encontra o receptor.

Para que ocorra o transplante é necessário haver compatibilidade entre doador e receptor. As compatibilidades são verificadas através de exames laboratoriais, e a posição na lista é determinada com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.


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