O juiz Charles José Fernandes da Cruz, da 17ª Zona Eleitoral de Humaitá, acatou no dia 18 do mês passado, o pedido do promotor Weslei Machado Alves, e cassou o diploma eleitoral do primeiro suplente de vereador, Raimundo José da Cruz Santiago, conhecido como “Bem Te Vi”. Ele ainda terá de pagar uma multa de 40.000 (quarenta mil) UFIR’s.

O MP começou a investigar o caso após denúncia recebida, com apoio da Polícia Civil do AM, chegando à descoberta de toda trama de corrupção. Além do então candidato, havia mais duas pessoas envolvidas no esquema de compra de voto: o filho do vereador e uma autoridade eclesiástica. O local para a realização dos pagamentos era a própria casa do político, onde seu filho e o religioso realizava todo o trâmite das negociações ilegais, gerando um grande fluxo de pessoas na residência – comportamento que chamou a atenção da polícia, durante operação de fiscalização contra a prática de ilícitos eleitorais.

No decorrer da apuração dos fatos, ficou constatado que “santinhos” e material de campanha estavam escondidos no veículo do réu, bem como significativa quantia de dinheiro em espécie e listas de possíveis eleitores. Em um ato de desespero durante uma abordagem policial, o filho do vereador jogou um aparelho celular no chão com tal violência que o dispositivo terminou caindo na piscina da casa, o que impossibilitou que quaisquer informações fossem obtidas em perícia.

“Pedimos aplicação de multa eleitoral, no máximo legal, e cassação do registro de candidatura ou do diploma do réu, candidato ao cargo de vereador nas Eleições de 2020, no Município de Humaitá”, declarou o Promotor de Justiça Weslei Machado.

Confira Decisão

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