Foto: Russell Cheyne
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A Escócia realiza nesta quinta-feira uma eleição parlamentar que pode provocar um confronto com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a respeito de um novo referendo de independência que poderia resultar na dissolução do Reino Unido.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, que comanda o Partido Nacional Escocês (SNP) pró-secessão, descreveu a eleição como a mais importante da história de seu país. Ela promete exigir poderes legais para um referendo sobre a independência escocesa até o final de 2023 se seu partido obtiver a maioria do Parlamento de 129 cadeiras em Edimburgo.

Ela promete exigir poderes legais para um referendo sobre a independência escocesa até o final de 2023 se seu partido obtiver a maioria do Parlamento de 129 cadeiras em Edimburgo.

Todas as pesquisas de opinião levam a crer que o SNP conquistará um quarto mandato, mas também indicam uma queda recente no apoio à sigla, o sugere que as chances de a premiê conquistar uma maioria absoluta são duvidosas demais para uma previsão precisa.

Johnson já disse que recusaria qualquer pedido, pois considera o assunto encerrado em um referendo de 2014 – mas uma vitória enfática do SNP aumentaria a pressão sobre ele, dizem analistas.

As urnas escocesas abriram às 6h e fecharão às 21h. Normalmente, os resultados são anunciados de madrugada, já que a contagem começa pouco depois do encerramento da votação. Mas por causa da pandemia de coronavírus, os votos só serão contados a partir da manhã seguinte. Pouco mais de um terço dos resultados será anunciado na sexta-feira, e o restante no sábado.

No referendo de 2014, 55% dos escoceses preferiram permanecer na união de mais de 300 anos de existência, e os outros 45% a separação. (Reuters)


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