Raiana Prestes e Malu Dácio (identificadas)
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Nossa Senhora de Lurdes Lago do Curuça, Santa Maria do Caiaué e São José do Rio Maués Mirim são as comunidades de Maués por onde a obra do artista Herberth Virgínio passará nos dias 27, 28 e 29 de janeiro. Por meio desta iniciativa, o artista, natural da terra do guaraná, retorna às suas raízes, que deram origem ao espetáculo de teatro-dança “Eu Quero Ser o Rio”. A obra integra o projeto de apresentação artística e fotografia “Waranã”, estreado às margens do Rio Negro no ano de 2020 e que retorna para esta nova temporada.

O município de Maués, localizado no Baixo Amazonas, é o local onde a narrativa do espetáculo “Eu Quero Ser o Rio” se desenvolve. A história de Herberth Virgínio é atravessada pelos rios Madeira e Maués-Açu, em sua trajetória até a capital amazonense. O discurso poético da obra traz uma perspectiva autobiográfica de um artista com descendência sateré-mawé, pesquisador em teatro e performance, que é parte dos 31% da população manauara vinda do interior e que encontrou diferenças culturais latentes. A partir dessas diferenças, a obra revela a forma como nos relacionamos em sociedade, e em comunidade.

O projeto “Waranã” fará o trajeto inverso: levará o espetáculo de Manaus para Maués. Ao todo, serão três apresentações na cidade que é cenário dessa história comum às pessoas do interior. A peça conta com direção geral de Francis Madson e direção de atores de Viviane Palandi, artistas que também navegaram de seus estados de origem até chegar à capital do Amazonas. A produção da circulação é assinada por Jorge Ribeiro e a produção executiva é de Felipe Maya Jatobá, com fotografias de Raiana Prestes.

“Enxergamos a necessidade de contribuirmos com a difusão das linguagens cênicas em lugares onde o acesso é cada vez mais difícil. As comunidades escolhidas para a realização da circulação pouco conhecem as produções artísticas de seus conterrâneos, e, com este projeto, temos a intenção de abrir espaços para a mudança e perspectiva, apresentando um espetáculo do entre-lugar, de um comunitário que buscou em suas descendências a autenticidade necessária para estabelecer sua presenta no contexto das artes”, afirma Felipe.

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“Waranã” é o nome dado pelos sateré ao fruto do guaraná, conhecido por seu potencial energético e que é fonte da renda de parte significativa da população deste município. O projeto leva esse nome por promover a arte maueense para outros lugares, cada vez mais rio adentro. Este projeto foi contemplado pelo prêmio Amazonas Criativo, do Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.


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