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Segundo a Organização Mundial da Saúde, há mais de 200 vacinas sendo pesquisadas ao redor do planeta, todas elas relacionadas ao novo coronavírus (Covid-19).

Dessas, 44 estão nas fases 1, 2 ou 3.

Sobre todas as vacinas que estão sendo pesquisadas no mundo temos as seguintes considerações:

Todas as vacinas PODEM SER CLASSIFICAS EM 04 (QUATRO) GRANDES GRUPOS.

No PRIMEIRO GRUPO estão as vacinas que são consideradas pela comunidade científica como as MAIS SEGURAS.

Nesse grupo de vacinas estão aquelas em que foi aplicada a técnica do VÍRUS INATIVADO. Essa técnica de construção das vacinas já é conhecida pela Ciência há 70 ANOS. A comunidade científica, portanto, CONHECE MUITO SOBRE ELA. Por isso elas são seguras.

Por meio dessa técnica, o vírus que causa a doença é colocado dentro do organismo humano. A presença dele estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos, isto é, substâncias que irão destruir o vírus.

Mas aí há um detalhe: a fim de que ele não se replique ele é, primeiramente, INATIVIDADO por meio de técnicas de laboratório. A inativação evita que ele cause a doença. As vacinas que protegem contra a HEPATITE A, A GRIPE E A POLIOMIELITE (injetável) fazem parte desse grupo.

Em relação às vacinas contra o novo coronavírus há duas vacinas que estão nesse grupo: A CORONAVAC, pesquisada/produzida pelo Laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan e uma outra, também chinesa, elaborada por um consórcio de entidades: Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, a farmacêutica Sinopharm, o Grupo Nacional de Biotecnologia da China, a empresa G42 Healthcare e pelos Serviços de Saúde de Abu Dhabi. Os testes da fase 3 dessa última vacina estão sendo aplicados em alguns países do mundo como Peru, Marrocos e Emirados Árabes Unidos.

A dificuldade de fabricar vacinas desse grupo reside no fato de os pesquisadores terem de cultivar grandes quantidades de vírus em laboratório e inativá-lo. Isso eleva os custos.

NO SEGUNDO GRUPO estão as vacinas que aplicam a técnica da SUBUNIDADE PROTEICA. Por meio dela os pesquisadores retiram um pedaço do vírus – portanto, não usam todo o vírus – e o colocam no organismo humano. Outra solução é construir um pedaço SINTÉTICO dele – parecido com o original – e, assim, estimular o sistema imunológico humano a produzir anticorpos.

A vacina que protege contra a Hepatite B usa essa técnica.

Contra o novo coronavírus a vacina que adota essa técnica é a NVX-CoV2373, dos laboratórios Novavax e Takeda. Os testes estão sendo realizados na África do Sul, Austrália e Reino Unido.

Essa técnica também já é usada pela Ciência já há muito tempo o que também as tornam mais seguras.

NO TERCEIRO GRUPO estão as vacinas que usam a técnica do RNA mensageiro.

Essa técnica já é conhecida da comunidade científica há uns 30 anos. Porém, NUNCA FOI USADA NA PRODUÇÃO DE UMA VACINA. As vacinas da Pfizer/Biontec e Moderna adotam essa técnica. Trata-se, portanto, de vacinas INOVADORAS.

Aqui, o trabalho é mais profundo.

A técnica consiste no seguinte: os cientistas retiram alguns GENES do vírus. Em seguida, fazem alterações neles. O material é injetado no corpo humano. A partir dele as células do organismo começam um processo de fabricação de uma proteína viral, semelhante àquela produzida pelo próprio vírus. O sistema imunológico percebe a proteína viral fabricada e desencadeia um contra-ataque. Com isso, há a produção de anticorpos e o organismo fica protegido.

Essas vacinas exigem uma logística redobrada, pois elas se degradam facilmente em função do calor, da luz e das enzimas do ambiente. Por isso elas exigem baixíssimas temperaturas de conservação (70º/80º negativos).

Países localizados em regiões notadamente quentes como na zona equatorial tendem a ter mais dificuldades para aplicá-las.

NO QUARTO e ÚLTIMO GRUPO estão as vacinas COM VETOR VIRAL NÃO REPLICANTE

Essa técnica também trabalha com material genético do vírus, assim como as vacinas do terceiro grupo.

Por meio dela os pesquisadores usam o corpo de algum outro vírus – que não se replica e não causa a doença – e colocam dentro dele o material genético do coronavírus. Ou seja, apenas “a capa” não é igual ao coronavírus. O conteúdo sim. Mas é o suficiente para a produção de anticorpos no organismo contra ele.

A vacina da Oxford/AstraZenaca usa essa técnica. No caso dela os pesquisadores usaram o ADENOVÍRUS, responsável por causar a gripe em Chimpanzés. Também a Sputnik V, do Instituto de Pesquisa Gamaleya em Epidemiologia e Microbiologia e outras seis instituições, que está sendo aplicada na Rússia e a Argentina e que recentemente pediu autorização da Anvisa para realizar testes no Brasil.

EM SÍNTESE: note que dentre os quatro grupos, AQUELAS QUE SE SITUAM NO PRIMEIRO GRUPO SÃO AS MAIS seguras DE TODAS. Justamente porque USAM TÉCNICAS QUE A CIÊNCIA JÁ CONHECE HÁ 70 ANOS!!!

NO ENTANTO, A ENXURRADA DE Fake News ESPALHADAS MALDOSAMENTE GERARAM MEDO NA POPULAÇÃO.

Entenda uma coisa: se você já se vacinou alguma vez contra a HEPTITE ou contra a GRIPE COMUM saiba que a técnica usada para essas vacinas É A MESMA DA VACINA CORONAVAC.

Por fim, É IMPORTANTE DESTACAR TAMBÉM QUE NÃO EXISTE VACINAS CHINESAS, INGLESAS, RUSSAS, ETC. EXISTEM vacinas produzidas pela Ciência, independentemente de onde elas foram concebidas.

Segue um link de uma excelente matéria da BBC NEWS que, aliás, foi um dos que consultei para fazer essa abordagem: https://www.bbc.com/portuguese/geral-54625341

Alipio Reis Firmo Filho

Conselheiro Substituto – TCE/AM e Doutorando em Gestão

 


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