Em Manicoré, moradores foram as ruas em protesto a ação contra os garimpeiros - Foto Leitor do Fato Amazônico
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A expulsão de garimpeiros do Rio Madeira, região do Rosarinho, em Autazes, tem acendido flamejante sentimento de revolta e indignação e até de revanche entre os moradores dos municípios que dependem da extração do ouro para sobreviver.

Manifestações não param de acontecer. Em Manicoré, por exemplo, assim como em Novo Aripuanã, milhares de pessoas ocuparam as ruas em protesto a ação da Polícia Federal (PF), Ibama e Forças Armadas (FA) que reprimiram a garimpagem ilegal com extremo rigor.

No local, dezenas de dragas foram explodidas. Sem para onde ir, outras dezenas de famílias ficaram no relento na comunidade do Rosário.

Somente com a ajuda dos moradores locais, que se reuniram em comunidade, parte dos remanescentes do Rosarinho conseguiram chegar às suas respectivas cidades.

Outros foram resgatados de Rosarinho e levados para Nova Olinda e Axinin onde estão alojados.

Ação de apoio humanitário transportou somente de Manicoré mais de 70 pessoas. Todos foram levados para Nova Olinda do Norte onde irão pernoitar e seguiram na madrugada desta segunda-feira (29) para Manicoré, onde moram.

A prefeitura de Manicoré mobilizou duas equipes para dar suporte aos garimpeiros. Sob o comando da secretária da Secretaria de Assistência Social, uma foi deslocada para Borba e a outra para Nova Olinda do Norte.

Para entender

A Polícia Federal (PF), com apoio das Forças Armadas, destruiu 69 dragas, mais de 30 balsas, prendeu um garimpeiro e apreendeu ouro em operação contra o garimpo ilegal, neste sábado (27), no Rio Madeira, na Amazônia.

Duas lanchas rápidas da PF saíram na frente do comboio para evitar uma eventual debandada dos garimpeiros.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou nesta quarta-feira (24) “repressão emergencial” e desarticulação do garimpo ilegal de ouro no rio Madeira e afluente, na cidade de Autazes.

A recomendação do MPF pedia que órgãos e autarquias federais e estaduais atuassem de forma integrada para desmobilizar o garimpo ilegal. Foi estipulado um prazo de 30 dias para tomadas de medidas.


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