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Olá Navegantes!

Como está a semana de vocês? Eu sinceramente espero que estejam todos bem! O mês de maio é muito conhecido por ser o mês das noivas. Mas atualmente, maio representa diversos movimentos e campanhas em prol da saúde e da vida. Hoje, gostaria de falar sobre a campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual infantil.

De acordo com a Secretaria de Direitos humanos, é assustador o número de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país. Infelizmente eu pude constatar essa realidade de perto, enquanto trabalhei no CRAS e especialmente no CREAS. Com a pandemia e confinamento, o número de casos aumentou consideravelmente.

A campanha que acontece no dia 18 de maio a cada ano, tem como objetivo levar visibilidade e conscientização à população. Normalmente nessa data, são realizadas diversas atividades, sejam nas escolas e demais espaços sociais, como por exemplo, passeatas, palestras e oficinas temáticas sobre a prevenção contra violência sexual.

Após uma palestra que realizei eventualmente para um grupo de crianças num SCFV – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, algumas crianças me relataram situações que haviam passado em suas casas, situações estas, que conseguiram identificar através da nossa conversa e ilustração, realizadas de forma lúdica.

Muitas crianças não recebem educação sexual em casa, e não sabem que é errado qualquer adulto que não seja a mamãe ou o papai (ou a cuidadora), por exemplo, vê-la sem roupa, tocar em suas partes íntimas. Muitas vezes os pais deixam as crianças na casa de parentes e até mesmo amigos de confiança ou a deixam sem supervisão perto de pessoas desconhecidas. Sempre há riscos, em todos os lugares, e infelizmente não existe uma pessoa ou até mesmo outra criança ou adolescente no qual os pais possam confiar cegamente, até porque, em muitos casos familiares e amigos estão envolvidos na prática da violência sexual. O importante é prestar atenção aos sinais e ao comportamento da criança.  A seguir podemos assinalar alguns comportamentos apresentados por crianças que estão sendo vítimas de violência sexual.

  1. Crianças extremamente submissas;
  2. Crianças extremamente agressivas e antissociais;
  3. Crianças com brincadeiras sexuais persistentes, exageradas e inadequadas;
  4. Crianças com dificuldade de concentração na escola;
  5. Crianças com queda repentina no desempenho escolar;
  6. Crianças com total falta de confiança nas pessoas, em especial nas pessoas com autoridade;
  7. Crianças com medo de adultos do sexo oposto ao seu;
  8. Crianças que fogem de casa;
  9. Crianças com depressão clínica;
  10. Crianças com comportamentos de automutilação;
  11. Crianças com imensos sentimentos de culpa e medo em relação a tudo.

De acordo com a Constituição Brasileira, no Art. 227 “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Portanto, é seu dever como cidadão ou cidadã denunciar a violência contra crianças e adolescentes mesmo àqueles que você não conhece, e você pode fazer isso através do Disque 100 ou através do Conselho Tutelar mais próximo, por exemplo.

Nossa conversa de hoje vai ficando por aqui, e lembre-se, “FAÇA BONITO”, denuncie e proteja nossas crianças e adolescentes!

Até Breve,

Syrsjane N. Cordeiro

Psicóloga pelo UNASP – SP, Especialista em Saúde Mental. Já atuou como psicóloga na prevenção e promoção de saúde na atenção básica (2014); na prevenção e promoção de saúde indígena no Alto Rio Solimões (2015); atuou também na área da assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).


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