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O Facebook proibiu, a partir desta quarta-feira (30), a veiculação de anúncios que alegam fraude eleitoral generalizada nos Estados Unidos, que sugerem que o resultado do pleito seria inválido e que atacam qualquer método de votação no país. As informações são de Reuters.

Segundo a maior rede social do mundo, a proibição inclui publicações que “retratam a votação ou a participação no censo como inútil ou sem sentido” ou que “deslegitimam qualquer método ou processo legal de votação ou de tabulação dos votos”.

Válida também para o Instagram, a decisão da empresa vem um dia depois que o presidente dos EUA e candidato à reeleição, Donald Trump, usou o primeiro debate em que enfrentou o democrata Joe Biden para ampliar suas afirmações infundadas de que as eleições marcadas para 3 de novembro serão fraudadas.

O republicano tem sido especialmente crítico à modalidade de voto pelo correio, mas sem apresentar nenhuma evidência que comprove suas acusações. O voto por correspondência é utilizado há anos nos EUA e neste ano deve ser a opção escolhida por eleitores que querem evitar o risco de contaminação pelo coronavírus nos locais de votação presencial.

Há um mês, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, também anunciou um plano de ações da empresa que tem como objetivo a redução de riscos de desinformação e de interferência eleitoral.

As principais medidas são o veto a propagandas políticas na semana antecedente às eleições, a criação do Centro de Informações sobre Votação —com tutoriais em vídeo sobre como votar por correio e sobre prazos para registro e votação em cada estado americano—, e as parcerias com algumas das principais emissoras de TV americanas e com a agência de notícias Reuters para fornecer informações confiáveis sobre os resultados das eleições.

“Isso certamente se aplicará ao presidente [Donald Trump] assim que essa política entrar em vigor, e se aplicará a todos igualmente”, disse Zuckerberg, na ocasião, em entrevista à emissora americana CBS News.

Ainda nesta quarta, o Facebook removeu anúncios da campanha de Trump com base nas regras de incitação ao ódio da rede social. O conteúdo publicado pela equipe do republicano sugeria que imigrantes podem ser uma fonte significativa de infecções por coronavírus.


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