Gabi comemora com ER7 (Foto: RODRIGO BUENDIA / POOL / AFP)
Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

A dose de sofrimento esteve presente em Quito na noite desta terça-feira, mas o Flamengo fez história ao manter o 100% na Libertadores ao vencer as três primeiras partidas pela primeira vez. E Gabigol, idem, pois foi o protagonista diante da LDU, em duelo válido pela terceira rodada do Grupo G, no Estádio Casa Blanca, ao marcar dois gols na suada vitória por 3 a 2 e se igualar a Zico quanto a bolas na rede no torneio: 16, ao todo. Tem que respeitar essas trajetórias!

Agora, o Flamengo – que chegou a abrir 2 a 0 e viu os mandantes anotarem dois gols num segundo tempo irreconhecível da equipe carioca – passa a ter nove pontos, na liderança isolada do grupo. A LDU estaciona nos quatro.

O desafio do Flamengo era alijar a invencibilidade da LDU e superar os 2.734 metros de altitude. O nível de dificuldade, contudo, iniciou beirando a zero. E por conta da impetuosidade da equipe rubro-negra, bem organizada, vertical e bem técnica e taticamente. Nem mesmo uma linha de três zagueiros do time de Pablo Repetto travava as rápidas tabelas entre os astros do Fla. Um espetáculo nas alturas, tanto que foi para o vestiário com 2×0 no placar, conquistado com duas jogadas construídas como se fosse treino.

EVERTON SENDO EVERTON, BH SENDO BH

O primeiro gol saiu logo aos dois minutos. Everton Ribeiro, ao seu melhor estilo e em meio a discussões sobre o rendimento no time titular, foi Everton Ribeiro e deu um belíssimo passe para Gabigol, servido frente a frente com o goleiro Gabbarini, abrir o placar. Ou seja, hoje teve – o quarto no torneio.

E o Flamengo não tirou o pé do acelerador antes do intervalo (não dava a menor pinta do quanto mudaria o cenário). Controlou o jogo e não sofreu um perigo sequer. Pelo contrário. No ataque. Em trama plástica com Arrascaeta, Gabigol e Gomes, lá no berço da jogada, Bruno Henrique acertou um chute colocado no ângulo, de fora de área e de primeira: pintura para marcar o 2×0.

MUDANÇA DRÁSTISCA PÓS-INTERVALO

Tudo mudou na etapa final. Inclusive a equipe equatoriana, que iniciou o segundo tempo com três alterações e mudou as peças do tabuleiro, consertando os buracos que vinha deixando e permitindo que o Flamengo controlasse as ações. O empate saiu com 15 minutos.

O gol do desconto foi de Cristian Borja, ex-Fla, de cabeça. A partir dali, ainda aos 4′, foi sufoco e 65% de posse da Liga até o empate, que até ali já parecia questão de tempo. Saiu na via área e depois de falha na marcação por zona: Bruno Viana dormiu, Amarilla guardou (aparentemente de ombro).

PROBLEMA COM DIEGO ALVES

Não bastasse o drama do sufoco no segundo tempo, o Fla teve que abrir mão de Diego Alves, que nem sequer voltou do vestiário. A justificativa do clube foi a de “desconforto na coxa direita, saiu para ser preservado”. O camisa 1 passa a preocupar para a reta final do Carioca. A ver o novo e breve diagnóstico.

GABIGOL FEZ/SEGUE FAZENDO HISTÓRIA

Não tem jeito, o Príncipe da Nação segue fazendo história. Desta vez, além de decidir com um gol decisivo de pênalti enquanto o time era pressionado, Gabigol chegou a 16 gols pelo Fla na história da Libertadores e, agora, se iguala a Zico como o maior artilheiro do clube na competição.

O gol da vitória anotado por Gabigol saiu já na reta final, mais precisamente aos 40′, e manteve o 100% do Rubro-Negro na competição continental, onde é um dos artilheiros. Uma noite histórica para o camisa 9 e para o Fla, que passa a ter o melhor início na competição com as três vitórias em três jogos no grupo. (Lance e Istoé)


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •