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Depois de 233 partidas, a volante Formiga, de 43 anos, vai se despedir oficialmente da Seleção Brasileira nesta quinta-feira (25), na Arena da Amazônia, no jogo contra a Índia, válido pelo Torneio Internacional de Futebol Feminino.

Assim que chegou ao centro de treinamento, Formiga foi homenageada. A craque recebeu um buquê de flores e a homenagem ainda contou com fogos de artifício.

Depois do treino, a jogadora concedeu entrevista aos repórteres. Visivelmente emocionada, Formiga falou sobre sua despedida de um lugar que conhece há 26 anos. “É um flash. E ao mesmo tempo… Nossa. Bate uma tristeza, mas ao mesmo tempo uma alegria. Porque eu vejo essas meninas jovens hoje tendo essas condições que estão tendo hoje. E eu não peguei isso, né. Mas, mesmo no finzinho da minha participação na seleção, eu consegui vivenciar isso tudo e me deixa muito alegre, com o coração cheio de alegria de saber que não só a minha batalha, a minha luta, mas muitas outras, principalmente as meninas, as pioneiras, que o nosso trabalho está sendo bom”, disse.

“Já comecei a me emocionar desde hoje. Imagino o que venha amanhã. Espero que todos possam se emocionar um tanto. Eu tenho certeza que eu vou me emocionar. A minha mãe vai estar presente também. Então vai ser uma alegria imensa. E é maravilhoso poder compartilhar esse momento com vocês, principalmente aqui em Manaus, que é um lugar que realmente abraça o futebol feminino. Então espero que vocês se divirtam também e aproveitem bastante esse dia. E que possam também estar dando continuidade e apoio à seleção. Que vai ter outros jogos. Que possam curtir ao máximo esse meu momento e o da seleção brasileira nessa transição agora”, acrescentou.

Durante a entrevista, a atleta destacou que se sente realizada por tudo que fez pela Seleção Brasileira e se diz contente, principalmente pela estrutura que as jogadoras têm hoje em relação a quando ela começou sua carreira no futebol feminino. “Sensação de que fiz de tudo realmente que estava ao meu alcance para ajudar a modalidade no país. Mesmo em momentos tão difíceis. O preconceito atrapalhava a nossa evolução. Então a sensação de dever cumprido realmente. Não deixei a desejar. Principalmente vendo essas meninas tendo essa estrutura aqui dentro, que não existia antes. Então saio realizada e com a esperança de que dias melhores virão para a Seleção Brasileira e o futebol feminino no Brasil”, afirmou.

Sobre o futuro, Formiga alegou que quer continuar participando do futebol feminino no Brasil. “Meu intuito é estar no futebol feminino. Tem uns cursos que posso fazer na CBF. Mas eu vim pensando, refletindo um pouco e acredito que talvez não só ali na terceira linha, vamos dizer assim, que é a demarcação do treinador, que eu possa me ajudar, mas também fora. Como diretora de algum clube ou mesmo da CBF. Assim como temos a Aline Pellegrino (diretora de competições da CBF), que está fazendo um bom trabalho na CBF e fez na Federação Paulista, assim como a Duda está fazendo um bom trabalho aqui na seleção também”, revelou.

“Então eu vejo que talvez eu venha a agregar ainda mais nessa posição. Mas eu vou deixar para Deus aí, mais uma vez, decidir a minha vida, vamos dizer assim. Que até aqui eu sempre deixei tudo nas mãos dele e sempre me colocou em um bom lugar”, concluiu.


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