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Sempre com o sorriso no rosto, o atacante Gabriel Barbosa, o Gabi, comentou, nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, o momento conturbado pelo qual passa o time do Flamengo, a cobrança da torcida e a sua condição de reserva na equipe do técnico Rogério Ceni. Segundo o artilheiro, as vitórias vão fazer com que todos os problemas se afastem da Gávea.

“Pressão vai ter. É Flamengo. Mas quem não gosta de pressão? Às vezes eu joguei em times que jogavam para empatar. No Flamengo você quer vencer todos os jogos, e isso é a melhor coisa. O Rogério (Ceni) sabe disso e sabe lidar muito bem com isso. O que temos que fazer? Vencer os jogos, simples assim. E quem sabe lá na última rodada a gente se sagra campeão”, disse o jogador, que aproveitou para explicar o fato de ter ficado sem chuteiras e a camisa do Flamengo no banco de reservas, durante a derrota para o Ceará, domingo, por 0 a 2, no Maracanã.

“Muito (insatisfeito com a reserva). Não quero estar no banco. Ninguém quer. Ou você acha que o Pedro quando estava (no banco) ficava feliz? Ou que o Michael quando não entra fica feliz. Na Europa é normal isso acontecer, de o jogador não usar a camisa no banco. Fiquei sem a chuteira pois tive uma lesão grave no tornozelo e incomoda um pouco. Não tem nenhum problema com isso. Vão falar pois dá ibope. Creio eu que independentemente de como eu ficasse, iria sair matéria.”

O jogador sorriu ainda mais quando perguntado sobre a possibilidade de existir “panelas” no elenco do Flamengo, o que poderia causar desunião e seria um dos motivos pela má fase do time. “Não existe isso. Claro que em um grupo de 20, 27, 30, não sei, mais aqui no CT que tem, sei lá, 50, 60 pessoas trabalhando diariamente, ter afinidade com uma pessoa é normal. Mas aqui dentro do clube, que praticamente são os mesmos jogadores que ganharam em 2019 não tinha panela e quando perde tem (risos). É uma loucura muito grande que está sendo criada. Mas dá ibope, é o Flamengo, tem jogadores grandes envolvidos, é normal que falem, mas não existe. Acho que do grupo que foi campeão não estão dois, três… Dois? Então não tem porque ter panela. Isso não existe e é realmente muito engraçado.”

Apesar de estar na reserva, Gabriel afirmou ter uma boa relação com Rogério Ceni. “É muito boa. Com Dome, falaram que briguei com ele no vestiário, que eu não gostava. Com Jorge (Jesus) também. Ceni é um cara que eu aprendo muito. É um cara experiente, que já venceu tudo e está aqui de corpo e alma. Estamos aqui para ajudá-lo e ele nos ajudar também.”

Com personalidade, o jogador disse que respeita as cobranças dos torcedores, mas não aprovou o fato de um grupo de cerca de 60 pessoas terem ido até o Ninho do Urubu e, durante o protesto, terem amassado o carro de um dos jogadores. “Se me perguntar se eu acho certo? Não, não acho. Eles vieram aqui, não foi algo tão pacífico, fiquei sabendo que amassou o carro de um jogador. Mas a cobrança em rede social, no estádio, ou quando falam numa boa, é correto. Mas a gente está trabalhando para vencer. Ninguém está trabalhando para perder. A gente sabe o quão bom é ser campeão no Flamengo. Eu jogo no Flamengo por causa deles. Eu quero estar naquela avenida lotada. Foi um dos melhores dias da minha vida”, disse o jogador, referindo-se à festa pelas ruas do Rio no retorno de Lima, após a conquista da Copa Libertadores em 2019. (Estadão)


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