Matos encontrou na Bíblia o caminho para retornar para Deus (Foto: Divulgação)
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Davinasser Santana de Matos mora na cidade de São Francisco, interior de Minas Gerais. Aos 16 anos, em razão de um relacionamento, deixou de frequentar a Igreja Adventista do Sétimo Dia e “se perdeu na vida”.

“Fui para o mundo e fiz de tudo: drogas, andei nas piores companhias q se possa ter. Fui preso muitas vezes, sofri muito e causei muito sofrimento aos meus pais. Eles me amavam e nunca pararam de orar por mim”, sublinha Matos.

Filho de Ariene Santana e Afonso de Matos, dois pioneiros da mensagem adventista nesta ribeirinha cidade, Davinasser cresceu na Igreja Adventista. Tornou-se ativo, atuando como diretor de jovens e secretário do trabalho missionário. O pai contribuiu com a evangelização de centenas de pessoas no município e na região.

Matos costumava acompanhar o pai na proclamação da mensagem de esperança, a cavalo ou de bicicleta, “até que Deus nos deu o primeiro carro.” “Várias igrejas foram construídas por intermédio de meu pai, que investia tempo, dinheiro, e até mesmo a mão de obra. Ele era construtor, um mestre de obras muito conhecido e renomado”, lembra o filho.

Com sentimento de tristeza, mas ao mesmo tempo de esperança, Matos conta perdeu os pais que poucos anos atrás, mas guarda no coração os conselhos e a certeza de reencontrá-los na volta de Jesus. Nunca se esqueceu da Igreja Adventista, e sempre que podia, orava a Deus pedindo clemência e força para retornar.

Mensagem ao coração

Quando esteve preso, alguém o presenteou com uma Bíblia. Se apegou a ela e estudava todos os dias, leitura que proporcionava paz ao seu coração. “Me sentia mais acalentado estudando as Escrituras Sagradas. Na contra capa da Bíblia, escrevi uma oração que intitulei de” Oração de um detento”. Nessa oração eu expunha a minha situação de pecador arrependido. Pedi perdão a Deus por tudo que tinha feito, e prometi que quando eu saísse da cadeia, passaria a ter uma vida diferente. Escrevi que não mais me envolveria na vida do crime. Passei a trabalhar honestamente, mas não quis saber de voltar para a Igreja”, completa Matos.

Os anos se passaram. De volta a São Francisco, Matos começou a viver uma vida mais moderada. Voltou a frequentar novamente a Igreja Adventista, e com ele as filhas Kefane e Agatha, de 10 e 12 anos, respectivamente.

“Sentia vontade de voltar para os braços do meu Senhor Jesus Cristo, mas me faltava a decisão. Foi aí que entrou o pastor Marcello Fernandes na minha vida e me trouxe à realidade das coisas. Me chamou a atenção para o momento que todos estamos vivendo em razão da pandemia, e que eu deveria me decidir logo. A visita foi primordial para minha volta”, assegura ele. (noticiasadventistas.org)


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