Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Militares espanhóis estão ajudando os bombeiros que lutam contra um incêndio de enormes proporções que destrói áreas florestais há dias na região da Andaluzia, obrigando cidades inteiras a serem esvaziadas para segurança de seus habitantes.

O incêndio começou na última quarta-feira, 8, nos arredores da cidade turística de Estepona. As chamas foram movidas por fortes ventos e, até o momento, estima-se que  7.700 hectares foram devastados em cinco dias no sul do país.

Aproximadamente 2.600 pessoas foram forçadas a deixar suas casas – e seis povoados foram esvaziados nesse domingo, 12, em razão do avanço das chamas. Um bombeiro de 44 anos morreu na semana passada.

“Falamos muito sobre as consequências do abandono do meio ambiente ou das mudanças climáticas. Hoje, os vivemos”, disse aos jornalistas Juan Sánchez, diretor do centro de operações da agência de incêndios florestais da Andaluzia.

Pelo menos 365 bombeiros estavam lidando com “o incêndio mais complexo que vimos nos últimos tempos”, acrescentou.

Nuvens ondulantes de fumaça podem ser vistas subindo das montanhas de Sierra Bermeja, em imagens de equipes de emergência que trabalharam na floresta para controlar as chamas. Helicópteros sobrevoaram, jogando água no vale.

A unidade de emergência militar da Espanha enviou 260 soldados no domingo para ajudar a proteger as cidades vizinhas, comunicou o Ministério da Defesa.

Alguns dos que deixaram suas casas antes que as chamas pudessem alcançá-los se abrigaram em um estádio de futebol durante a noite.

Carmen Crespo, chefe regional de meio ambiente, questionou se o incêndio pode ter sido iniciado deliberadamente e prometeu uma investigação.

Uma onda de calor que atingiu grande parte do sul da Europa neste verão do hemisfério norte, alimentando incêndios florestais da Itália aos Bálcãs, da Grécia à Turquia, obrigando milhares de pessoas a fugir.

Muitos cientistas culparam a mudança climática pelos eventos no continente, enquanto as queimadas também batiam recorde na Sibéria, no norte da Rússia, e na Califórnia, durante os últimos meses. (Estadão)


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •