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Como era esperado, a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus afetou em cheio a economia brasileiro, com perspectivas nada animadoras para muitos setores até o fim do ano. A instabilidade, no entanto, parece não ter impactado o setor imobiliário. Somente no primeiro semestre de 2020, 133.786 imóveis foram financiados por pessoas físicas em todo o Brasil, registrando um aumento de 35,2% quando comparado com o mesmo período de 2019, alcançando a maior alta dos últimos 10 anos. O levantamento é da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Para Eduardo Zylberstajn, coordenador de pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a redução na taxa Selic, atualmente em 2% ao ano, tem contribuído para que pessoas busquem novas alternativas de investimentos, fugindo da renda fixa. Neste cenário, o imóvel surge como uma opção segura e atraente. “Se essa redução for duradoura, o investimento pode, sim, ter retornos interessantes”, explica. Nos primeiros seis meses de 2020, por exemplo, de acordo com números do Índice FipeZap, que acompanha os valores de imóveis anunciados em 50 cidades do país, o preço médio do metro quadrado no Brasil valorizou em 1,4%.

De uma maneira mais geral, é seguro dizer que a redução dos juros potencialmente pode alimentar um novo ciclo positivo no mercado.

Historicamente, os rendimentos no setor imobiliário são considerados bastante positivos. Na última década, segundo cálculos da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), houve retorno médio de 15,3% ao ano, sendo 5,9% com aluguel e 9,4% como a valorização dos imóveis.

Renda fixa ou imóvel

Uma das principais dúvidas dos consumidores é se realmente está valendo a pena comprar imóveis no atual cenário. Como já citado, a taxa básica de juros atingiu o menor patamar da história, influenciando diretamente em investimentos bastante usuais, como os de renda fixa. Isso ocorre porque a Selic serve como referência de quanto os bancos e instituições financeiras pagam aos investidores, ou seja, quanto menor a taxa, menor a rentabilidade nessas aplicações. “Com o percentual em baixa, a 2% ao ano, investimentos em renda fixa, como CDBs, LC, tesouro direto, LCI e poupança, todos dependentes da Selic ou do CDI, passam a rendem bem menos que o usual”, explica o economista Bruno Freire.

Entretanto, ele destaca que o movimento favorece a acessibilidade aos créditos, já que todos os bancos se baseiam na Selic para definir as taxas cobradas por empréstimos e financiamentos. “Com a diminuição (da taxa), há um estímulo ao consumo que aquece a economia. Com isso, a tendência é que as instituições financeiras ofereçam créditos mais acessíveis aos consumidores”, completa.

Investir em um imóvel no atual momento tem sido considerado uma aposta segura e viável, pois tende a ter menos variações que opções variáveis. O economista defende esse tipo de investimento é ideal para quem tem um perfil conservador e moderado. “Nesse modelo, se (o imóvel) for alugado, as características são semelhantes ao de renda fixa, já que geram um valor mensal e que pode ser corrigido anualmente. Além disso, há a previsão de valorização do bem”, afirma.

As principais vantagens no investimento em imóveis

Seja para morar, alugar ou, até mesmo, vender, adquirir um imóvel no atual cenário se tornou uma questão de oportunidade, já que as condições de pagamento estão favoráveis. “É um momento único no mercado. Com a Selic muito baixa e as taxas de financiamento também no mínimo histórico, mais pessoas possuem capacidade de investir nesse setor”, explica Eduardo Aroeira Almeida, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF). Veja as principais vantagens:

  • Segurança: por ser registrado em cartório, a possibilidade de perder o bem em algum momento é remota.
  • Rendimentos: mesmo em tempos de crise, investimentos em imóveis tendem a não desvalorizar, pelo contrário. Além da possibilidade de ter uma renda fixa por meio do aluguel;
  • Oportunidade: nunca houve tamanha facilidade para conseguir empréstimo ou crédito para comprar um imóvel;
  • Agilidade: muitas empresas estão aderindo o formato de vendas digital, o que desburocratizou bastante o processo de compra.

(Metrópoles)


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