Willy Cruz é pastor e missionário voluntário na Nova Zelândia (Foto: Arquivo pessoal)
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Imagine uma rede de conexão em que pontos de todas as partes do mundo estão interligados. O início dessa história está no Paquistão. Henrique (nome fictício) e sua família tinham uma Bíblia em casa e começaram a estudá-la por conta própria. Em uma determinada noite, o rapaz começou a orar a Deus por uma direção em sua vida. A resposta veio por meio de uma rede social.

Ele estava navegando no Facebook e notou um perfil que chamou sua atenção. “Quando ele viu a sugestão de amizade, ficou curioso e entrou na minha página. Ali viu que eu era um pastor adventista”, conta Willy Cruz, voluntário na Nova Zelândia. Eles não tinham nenhum amigo em comum no Facebook. Para o jovem, foi a resposta de Deus. Entrou em contato por mensagem e ali começou uma amizade e um grande esforço para serem compreendidos em um idioma que nenhum dos dois dominava: o inglês.

Cruz é voluntário em um colégio adventista na Nova Zelândia. Brasileiro, serviu também no Uruguai e na Argentina. Quando recebeu a primeira mensagem, em agosto, ficou surpreso. A partir daí passou a trocar versos bíblicos e apresentar a Igreja Adventista para o rapaz.

Pouco mais de um mês depois, o jovem paquistanês manifestou interesse em conhecer um templo adventista. Foi aí que Willy entrou em contato com outros voluntários adventistas pelo mundo em busca de um pastor naquela região. Por meio de uma jovem que servia no Timor Leste, encontrou outra voluntária, que era paquistanesa, e disse que o tio era pastor naquela região.

A partir daí, a igreja local acolheu a família e passou a ministrar os estudos bíblicos pessoalmente. Hoje eles frequentam a comunidade religiosa e estão conhecendo melhor os adventistas.

Pregação na internet

Assim como essas pessoas se conectaram por meio da internet durante o período de isolamento social, outros milhares usaram as plataformas de estudo da Bíblia, vídeos, podcasts e outros para falar e aprender mais sobre o evangelho.

Tânia Rocha foi uma das pessoas. Depois de assistir a uma transmissão ao vivo, decidiu voltar a frequentar regularmente as reuniões da Igreja Adventista. Esse tipo de conteúdo teve um crescimento de 400% na audiência durante a pandemia da Covid-19.

De março até novembro, mais de 1,6 milhão de pessoas foram atendidas pelos adventistas nas mais diversas formas, seja por meio de atendimento religioso ou por doação de alimentos e outras necessidades.

Atualmente, 624 mil pessoas receberam estudos bíblicos, tanto através dos canais digitais quanto de instrutores em suas regiões. Parte desses estudos foram ministrados pelos jovens que participaram da Missão Calebe.

Em 2020, o projeto de voluntariado sofreu adaptações para poder acontecer. Muitos participantes não viajaram, mas usaram a internet. No total, cerca de 170 mil jovens sul-americanos serviram suas comunidades de alguma maneira.

Ajuda aos mais necessitados

Nos meses mais críticos da pandemia, a Agência Humanitária Adventista, a ADRA, ajudou mais de 800 mil pessoas que perderam seus empregos e sua estabilidade. Foram distribuídas cestas básicas, cartões de alimentação, itens de higiene pessoal, entre outros.

No entanto, não foi só a questão financeira que se tornou um problema durante a quarentena. Sem poder ter contato com familiares e amigos, muitas pessoas desenvolveram sofreram emocionalmente. Para oferecer alívio e orientação, um grupo de 827 psicólogos voluntários em oito países da América do Sul atendeu 73.873 pessoas desde o mês de abril.

“Nesse período nós pudemos ver que os adventistas andaram a segunda milha para não deixar que a missão entrasse em quarentena. Mais do que isso, eles ajudaram a outras pessoas e pregaram através de atos, como Jesus fazia”, afirma o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para oito países da América do Sul. Com informações de Notícias Adventistas.org


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