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Segurança pública foi tema do discurso dodeputado estadual Marcelo Ramos (PSB), na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (2), que apresentou números crescentes da violência no Estado com base no mapa da violência. O parlamentar reconhece que o Governo do Estado aumentou de forma progressiva o orçamento na área de segurança pública que saltou de R$ 900 milhões em 2013 para mais de R$1 bilhão em 2014, conforme previsão orçamentária de aplicação.

Segundo Marcelo Ramos, o crescimento do orçamento se justifica pela decisão do governo de implantar o programa Ronda no Bairro com o objetivo de estabelecer uma polícia comunitária que dialoga com a população e a torna aliada. “Um programa belíssimo do ponto de vista de sua concepção; muito bem estruturado e concebido e que nos seus primeiros passos deu sinais de que efetivamente mudaria a cara da segurança pública do Estado”, frisou.

De acordo com o deputado, o programa tinha a lógica de identificar os policiais, fazer cartilhas para distribuir à população, permanentemente fazer reuniões comunitárias, “mas se perdeu no caminho”. “É um programa de excelência do ponto de vista da concepção, mas desastroso do ponto de vista da execução, porque abandonou suas primícias, que era o necessário diálogo comunitário e outras ações que pudesse evitar o crime”, disse.

Na opinião de Marcelo Ramos, “não se combate tráfico de droga, crime organizado e homicídio com o programa Ronda no Bairro”. Segundo o parlamentar, as estatísticas apresentadas pelo governo, da redução de crimes, limitam –se a furtos e roubos, esquecendo o crescimento dos homicídios no Estado. “Se faz necessário retomar as primícias do programa que está completamente perdido, afastado da ideia de polícia comunitária, com boa parte das viaturas afastadas das atividades, somado ao fato de que o policial que atua na ponta está desestimulado, com baixa autoestima”, garantiu.

Violência

Marcelo Ramos informou, com base no mapa da violência, que em 2004 o Estado do Amazonas tinha uma media de 16 homicídios por uma media de 100 mil habitantes; em 2010 essa média passou para 32 homicídios por 100 mil habitantes; hoje a média é 36 homicídios por 100 mil habitantes. “No Afeganistão, a média é de nove homicídios por 100 mil habitantes”, informou, ressaltando a necessidade de criar uma política de segurança que preserve a vida, ou seja, que diminua o número de homicídios, principalmente de jovens que são as maiores vítimas.

Em aparte, os deputados Luiz Castro (PPS) e José Ricardo (PT) também reconhecem que o programa precisa voltar a concepção inicial.


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