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Olá Navegantes!

Março está quase acabando e muita gente ainda são sabe que uma das campanhas de conscientização desse mês é o Março Roxo. É, eu sei, ficou um pouco confuso mesmo, pois até então estávamos nos acostumando ao Março Lilás e agora temos o Março Roxo, que foi seguido também pelo Fevereiro Roxo.

Mas você deve estar se perguntando, mas estamos navegando na psicologia ou não? E as nossas viagens, quando vamos retomar os temas específicos da área? Bom, a psicologia faz parte da área da saúde e atua no tratamento de pessoas que também têm outras condições médicas, como a epilepsia, por exemplo.

Então, eu não poderia deixar de falar sobre saúde e psicologia, até porque essa é minha área de especialização. Então, vez ou outra esses temas se farão presentes aqui. E sobre nossas viagens e temas específicos, retornarão em breve. Mas vamos ao tema de hoje logo de uma vez né?!

Março é o mês de mobilização acerca da conscientização sobre a epilepsia. Devemos combater o preconceito por meio da disseminação da informação. Esse é o objetivo da campanha “Epilepsia – Abrace esta causa”, coordenada pela Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) no dia 26 de março -“Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia”.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 50 milhões de pessoas no mundo são atingidas. Parte delas – estima-se em 3,5 milhões – não recebe ou não faz o tratamento apropriado. No Brasil mais de 3 milhões de pessoas sofrem com o problema, que, ao contrário do que também se fala, não é uma doença mental. Na verdade a patologia é uma disfunção que causa descargas elétricas excessivas no cérebro, acarretando alteração da consciência, contrações e movimentos musculares involuntários.

Quando trabalhei na Secretaria Especial de Saúde Indígena, acompanhei diversos pacientes com epilepsia, a maioria deles, crianças. Ainda há muito preconceito, é verdade, e também falta de informação e despreparo dos familiares para lidar com as crises epiléticas. Infelizmente muitas pessoas ainda associam epilepsia à doença mental e até mesmo à loucura. Mas isso precisa mudar! Através do Março Roxo temos a oportunidade tomar parte ativa nessa mudança!

A causa da epilepsia pode ser uma lesão congênita (presente ao nascimento) ou adquirida no cérebro, decorrente de várias causas, como por exemplo, batida forte na cabeça (geralmente com sangramento intracraniano), infecção (meningite, encefalite, neurocisticercose, etc), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, etc. Às vezes, pode ser causada por algum problema que ocorreu antes ou durante o parto.

Como ajudar alguém durante uma crise epilética:

  • Mantenha-se calmo e acalme as pessoas ao seu redor;
  • Evite que a pessoa caia bruscamente ao chão;
  • Acomode o indivíduo em local sem objetos dos quais ela pode se debater e se machucar;
  • Utilize material macio para acomodar a cabeça do individuo, como por exemplo; um travesseiro, casaco dobrado ou outro material disponível que seja macio;
  • Posicione o indivíduo de lado de forma que o excesso de saliva ou vômito (pode ocorrer em alguns casos) escorra para fora da boca;
  • Afrouxe um pouco as roupas para que a pessoa respire melhor;
  • Permaneça ao lado da vítima até que ela recupere a consciência;
  • Ao término da convulsão a pessoa poderá se sentir cansada e confusa, explique o que ocorreu e ofereça auxílio para chamar um familiar. Observe a duração da crise convulsiva, caso seja superior a 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica.

O que não deve ser feito durante a crise convulsiva:

  • Não impeça os movimentos da vítima, apenas se certifique de que nada ao seu redor irá machucá-la;
  • Nunca coloque a mão dentro da boca da vítima, as contrações musculares durante a crise convulsiva são muito fortes e inconscientemente a pessoa poderá mordê-lo;
  • Não jogue água no rosto da vítima.

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a epilepsia, compartilhe essa matéria com seus amigos, colegas de trabalho e familiares. Talvez você não tenha alguém na família com essa condição médica, mas seus amigos e conhecidos podem ter, e por isso é importante promover conscientização, inclusive para que não haja preconceito! Além do mais, não se sabe o momento em que uma pessoa pode ter uma crise perto de você, e é importante saber agir numa situação dessas.

“Epilepsia – Abrace esta causa.”

Fonte: Associação Brasileira de Epilepsia – https://www.epilepsiabrasil.org.br/

Syrsjane N. Cordeiro

Psicóloga pelo UNASP – SP, Especialista em Saúde Mental. Já atuou como psicóloga na prevenção e promoção de saúde na atenção básica (NASF); na prevenção e promoção de saúde indígena no Alto Rio Solimões (SESAI); atuou também na área da assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).


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