O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), foi afastado do cargo durante seis meses. A decisão é do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça, motivada por uma investigação que apura se Carlesse estaria envolvido em pagamento de propina e obstrução de investigações. A decisão do afastamento é do ministro Mauro Luiz Campbell e será submetida ainda ao Plenário da Corte, que pode mantê-la ou revogá-la.

Mauro Carlesse, ainda é alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (20) para desarticular uma organização criminosa que supostamente tentou impedir ou obstruir investigações sobre atos ilícitos relacionados à cúpula do governo.

A PF cumpre mandados de busca e apreensão na casa do governador e também no Palácio Araguaia, sede do governo estadual. São realizadas duas operações simultâneas para investigar o pagamento de vantagens indevidas ligadas ao plano de saúde dos servidores estaduais e obstrução de investigações.

Os inquéritos, que correm em sigilo, indicam fortes indícios de pagamento de vantagens indevidas ligadas ao Plano de Saúde dos Servidores do Tocantins, com estrutura para lavagem de ativos, e apontam também a integralização dos recursos públicos desviados aos patrimônios dos investigados.

De acordo com o STJ, as investigações foram iniciadas há quase dois anos e reuniram um vasto conjunto de elementos para demonstrar um complexo aparelhamento da estrutura estatal para a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos investigados.

“Além da obtenção de novas provas, as operações buscam interromper a continuidade das ações criminosas, identificar e recuperar ativos frutos dos desvios, resguardar a aplicação da lei penal, a segurança de testemunhas e a retomada das Instituições Públicas”, disse a Corte, em nota.

Essa é a segunda vez que Carlesse é alvo de uma operação da PF. Em março de 2020, agentes da PF estiveram na casa do político e na sede do governo durante a Operação Assombro, que investigava uma organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público por meio da contratação de funcionários fantasmas no estado.

Além do governador, o secretário de Segurança Pública do Tocantins, Cristiano Barbosa Sampaio, também é um dos alvos das operações. (Com a CNN Brasil)

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