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O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse, na manhã desta quarta-feira (20/10), que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sempre manifesta preocupação com demandas que possam furar o teto de gastos previstos em lei. O general comentava o imbróglio do anúncio do lançamento do Auxílio Brasil, que causou alvoroço no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (19/10).

“O ministro Paulo Guedes, pelo o que eu entendo, sempre manifesta uma preocupação quando se vota alguma coisa fora do teto, porque vai para votar A e volta mais A, mais B e mais C”, disse Mourão na chegada ao Palácio do Planalto. Na terça-feira (19/10), o anúncio e o cancelamento do lançamento do programa deixaram o chefe da Economia preocupado com o teto de gastos.

De acordo com interlocutores do governo ouvidos pelo Metrópoles, o ministro “não aceita de jeito nenhum” que a medida envolva liberação de recursos furando o teto de gastos, como está previsto que ocorra caso seja aprovado o acréscimo desejado pelo presidente.

O vice-presidente da República também acredita que o valor do auxílio deve ser mais robusto, já que existem muitas pessoas necessitadas, em consequência da pandemia do novo coronovírus.

“Uma coisa é certa: a gente precisa ter um auxílio um pouquinho mais robusto, face à situação que estamos vivendo: grande número de gente desempregada, porque a economia não conseguiu retomar pleno depois da pandemia”, explicou Mourão.

Novos valores

Sem definição sobre a fonte dos recursos, o governo federal pretende pagar R$ 400 para 17 milhões de famílias de baixa renda atendidas pelo novo Bolsa Família. A ideia original era que o valor fosse de R$ 300. Com o acréscimo de R$ 100 determinado por Bolsonaro, o programa social deve custar aos cofres públicos R$ 84,7 bilhões em 2022.

Questionado sobre a reação do sistema financeiro, Mourão acredita que as ações governamentais não devem ser “escravas do mercado”, já que o mesmo não é responsável pela questão social, e sim, o governo federal.

“A gente também não pode ser escravo do mercado, a questão social é de responsabilidade do governo e não do mercado. Apesar de algumas doutrinas dizerem que o mercado resolve tudo e não é bem assim que ocorre. Acho que se houver uma transparência total na forma como o gasto vai ser executado e de onde vai vir o recurso, acho que o mercado não vai ficar agitado por causa disso”, salientou Mourão. (Metrópoles)


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