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Na investigação que apura esquema criminoso no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, entre 2001 e 2019, o Ministério Público encontrou indícios de que uma ex-funcionária ia pessoalmente ao local para devolver as quantias recebidas pela filha, como parte de um esquema de “rachadinhas”.

Segundo o jornal O Globo, entre novembro de 2013 e dezembro de 2019, Diva da Cruz Martins foi 58 vezes à Câmara de Vereadores, todas para visitar o gabinete de Carlos. As visitas eram rápidas, aconteciam mensalmente e sempre nos primeiros dias do mês.

Durante todo esse período, Diva não constava como funcionária do vereador, o que só aconteceu entre fevereiro de 2003 e agosto de 2005.

A suspeita dos investigadores é a de que as idas de Diva ao local coincidam com as datas dos pagamentos a Andrea Cristina da Cruz, sua filha. Em um processo judicial, Andrea alegou que, na realidade, trabalhava como babá.

“Tais visitas, associadas às contradições nas declarações de Diva da Cruz Martins, sugerem a possibilidade de que tais visitas observassem uma rotina de repasse dos valores da remuneração paga em nome de sua filha (…)”, escreveu o MP no pedido de quebra de sigilo dos investigados.

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