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Olá Navegantes!

Como estamos no mês das mulheres, decidi trazer à superfície um tema comum a todas nós: a sororidade. A palavra sororidade vem do latim: sóror, que significa “irmã”, ou seja, sororidade é “irmandade, condição ou qualidade de irmã”. Mas de fato, representa muito mais do que isso.

Sororidade significa também união de mulheres que compartilham os mesmos ideais e propósitos e isso se evidencia pelo apoio mútuo entre elas, sempre que necessário. Em exemplos pessoais, a sororidade acontece quando uma mulher dá apoio à outra que está passando por alguma situação difícil, como ter sido vítima de uma violência de gênero.

Sororidade é um comportamento de não julgar outras mulheres e, ainda, ouvir com respeito suas reivindicações. Se pudéssemos reduzir a sororidade a um único significado, seria empatia. Acredita-se ser natural que a mulher apresente esse sentimento de irmandade em meio a outras mulheres.  Esse pensamento, às vezes relacionado com questões de religião e psicologia, defende que a mulher possui em si a capacidade de expressar sensibilidade e empatia.

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Acredita-se ainda que “a sororidade é uma resposta moral diante da sociedade patriarcal, tornando possível a tomada de consciência sobre as tentativas do patriarcado de estabelecer desunião entre as mulheres.” O sentimento de sororidade, portanto, impulsiona as mulheres a conduzirem, juntas, um movimento de transformação das estruturas sociais. Dessa forma, algumas práticas simples e cotidianas podem fortalecer essa relação de união entre as mulheres. Vejamos alguns exemplos abaixo:

  • Compartilhar informações e ensinamentos umas com as outras, contribuindo para um crescimento mútuo;
  • Respeitar e tratar outras mulheres como gostaria de ser tratada, independente do contexto;
  • Criar um ambiente seguro para trocas de experiências e desabafos;
  • Encorajar e indicar oportunidades para outras mulheres;
  • Oferecer ajuda para mulheres que encontram-se sobrecarregadas;
  • Consumir e indicar trabalhos de outras mulheres.

Essas são apenas algumas atitudes dentre tantas que podemos assumir de forma empática diante de outras mulheres. Que entre nós haja menos críticas e julgamentos e mais acolhimento. Que esse sentimento de “rivalidade” seja substituído dia após dia pela sororidade. Que a cada dia possamos nos valorizar mutuamente e sermos fonte de inspiração e força para outras mulheres, pois juntas somos muito mais fortes. 

Até breve! 

Syrsjane N. Cordeiro

Psicóloga pelo UNASP – SP, Especialista em Saúde Mental. Já atuou como psicóloga na prevenção e promoção de saúde na atenção básica (NASF); na prevenção e promoção de saúde indígena no Alto Rio Solimões (SESAI); atuou também na área da assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) SUS – Programa Melhor em Casa.

Fonte consultada:

Sororidade: por que precisamos falar sobre isso?


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