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O Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM), o Conselho Estadual dos Direitas da Mulher e os movimentos das mulheres negras realizam um ato contra o racismo na tarde desta sexta-feira (24), por volta de 16h, em Manaus. O encontro do grupo para o ato “A Impunidade Não Passará” para não deixar no esquecimento os crimes de racismo e violência, ocorrido dia 25 de junho deste ano contra a estudante universitária Dayse Oliveira Brilhante e sua mãe Letícia Oliveira Brilhante.

O Ato “A Impunidade Não Passará” será em frente a Guarita do Conjunto Jardim Sakura, na – Rua Kobe, 126, bairro Parque 10 de novembro, Zona Centro-Sul de Manaus.

As manifestantes estarão na rua usando máscaras, álcool em gel e não farão aglomeração, obedecendo as normas de prevenção da disseminação do coronavírus. Durante o ato, as mulheres utilizarão celulares, fones de ouvido, cartazes e faixas para fazer o Caminhar com Dayse Oliveira Brilhante e seu cachorro.

O ato antecede uma data importante para as ativistas, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em 25 de julho, data também que marca o dia que Dayse foi agredida brutalmente no condomínio onde reside. 

“Esse crime revela o aprofundamento da violência contra mulheres e racismo no Amazonas. Pela gravidade do crime, estaremos com Dayse, vigiando, cobrando as autoridades competentes que faça justiça”, diz o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM).

Entenda o Caso

A estudante Dayse de Oliveira Brilhante e a mãe, Leticia de Oliveira Brilhante, foram espancadas de acordo com Boletim de Ocorrência de racismo registrado na Polícia Civil. O ataque ocorreu no dia 25 de junho no Condomínio Jardim Sakura, no Parque 10.

A polícia apura se entre os envolvidos estão servidores públicos da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, incluindo um ex-comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.

Imagens de câmeras de segurança mostram Dayse passeando com seu cachorro no condomínio e ao passar em frente da casa de Fernando Paiva Pires Junior foi abordada por um grupo de homens e mulheres, agredida fisicamente e ofendida com declarações racistas, segundo denunciou à polícia.


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