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Indicado há três meses pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça não teria hoje os votos necessários para ser aprovado pelo Senado. As informações são da coluna de Guilherme Amado, no Metrópoles.

O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, afirmou que o “terrivelmente evangélico” passaria na Comissão de Constituição e Justiça, mas não na votação de todos os senadores. Para ser aprovado em plenário, Mendonça precisaria ter 41 dos votos, seja qual fosse o quórum presente.

Mendonça, ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), é o indicado por Bolsonaro para assumir a cadeira do STF deixada por Marco Aurélio Mello em julho. A indicação foi feita pelo presidente em julho, mas para ele se tornar ministro do Supremo, precisa ser aprovado após sabatina na CCJ.

Davi Alcolumbre (DEM), presidente da comissão, no entanto, ainda não marcou data para que a sabatina aconteça. Ele justifica que não há “consenso” na Comissão em torno do nome de Mendonça. Para Bolsonaro, tudo não passa de um jogo político. “Ele pode votar contra, mas o que ele está fazendo não se faz”, lamentou o presidente.


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