Manifestantes protestam contra o assassinato de George Floyd por um policial branco, em frente à Trump Tower, em Nova York - Eduardo Munoz/Reuters
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Dono de um estúdio em Minneapolis, nos EUA, o ativista de origem porto-riquenha Ricardo Levin Morales adicionou recentemente um novo item a seu portfólio de arte engajada.

É um bóton, com os dizeres: “Acabe com a polícia. Reforma não é o suficiente”.

O adereço na cor roxa pode ser comprado por US$ 1,50 (R$ 7,50) pela internet, mas Morales tem preferido distribuí-lo de graça em ruas de bairros de maioria negra da cidade neste momento.

“Qualquer coisa com essa mensagem é um sucesso, especialmente entre os mais jovens”, diz ele, que produz gravuras, pôsteres e camisetas com slogans como “se você quer quebrar as correntes, primeiro terá que quebrar as regras”.

Palco do assassinato do desempregado negro George Floyd por um policial branco em 25 de maio, a cidade do Meio-Oeste americano está na vanguarda de um movimento antes visto como restrito a uma franja radical, mas que vem se alastrando pelo país.

Trata-se de acabar com as polícias, ou ao menos desidratá-las por meio do corte em seu financiamento.

Em Minneapolis, no último domingo (7), nove membros do Conselho Municipal, órgão equivalente à Câmara dos Vereadores, anunciaram seu compromisso com o desmantelamento da polícia. Com um total de 13 conselheiros no colegiado, a expectativa é que os planos sejam aprovados sem dificuldades.

A reação dos conselheiros foi uma consequência direta da comoção gerada pela morte de Floyd, que teve a participação de uma movimentada cena ativista local que há anos faz desse tema sua bandeira.

“Foram as organizações que fizeram isso acontecer. Esse conselho é o mesmo que resistiu às mudanças durante muitos anos. Alguns membros foram convencidos, outros foram pressionados”, afirma Morales, cujo estúdio de arte, temporariamente fechado por causa da pandemia, é uma espécie de ponto de encontro de ativistas da cidade. Com informações de Folha de S. Paulo.


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