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Como foi a semana de vocês? Foi de descanso/férias ou de trabalho/produtividade? 2021 Já despontou e cada um de nós começou a colocar em prática (ou pelo menos tentou) as resoluções e planos feitos em 2020. Seja aquela dieta e jornada fitness ou a inclusão de novos hábitos na rotina… Por aqui, uma das minhas metas é ler um livro por semana, durante o ano inteiro.

Você já pensou quais metas pretende atingir em 2021? Que tal passar o ano inteiro aqui com a gente e aprender sobre Saúde Mental? Você pode colocar como meta não perder nenhuma de nossas conversas 😉 Lembrando sempre que estamos aqui pra aprender de uma forma leve sobre temas pesados.

É isso. Chega mais perto! Agora é a hora de a gente trocar ideias sobre a Esquizofrenia.

O assunto de hoje é conhecido de todos vocês. Posso apostar um posta de tambaqui (correndo o risco do trocadilho ter ficado horrível) que a primeira coisa que vem à sua mente quando você escuta a palavra Esquizofrenia é a imagem de uma pessoa descabelada ouvindo vozes ou até mesmo não falando coisa com coisa. Acertei?

De uma vez por todas, vamos aprender um pouco mais para sermos menos previsíveis e sairmos do senso comum. Transtornos mentais não são síndromes, não têm características físicas comuns e evidentes, ou seja, a Esquizofrenia ou a Depressão, por exemplo, não tem um “rosto”. Pessoas próximas a você podem ter um Transtorno Mental e você pode estar insistindo que determinado comportamento é apenas falta de educação.

Sim. Eu quis dizer que seu vizinho, seu chefe ou sua tia podem ter Esquizofrenia e você pode não ter se dado conta ainda, embora você possa ter percebido que “algo de errado não está certo.” Com essa questão pairando sobre nós, vamos distinguir a seguir alguns dos sintomas da Esquizofrenia:

  • Isolamento social.
  • Irratibilidade
  • Paranoia
  • Tristeza constante ou depressão.
  • Apatia
  • Perda de memória.
  • Dificuldade de concentração.
  • Episódios psicóticos

A Esquizofrenia caracteriza-se por psicose (perda do contato com a realidade), alucinações (percepções falsas), delírios (crenças falsas), discurso e comportamento desorganizados, embotamento afetivo (variação emocional restrita), déficits cognitivos (comprometimento do raciocínio e da solução de problemas) e disfunção ocupacional e social.

Existem subtipos de Esquizofrenia, ou seja, ela pode se apresentar das seguintes maneiras:

  • Esquizofrenia Paranóide: quando há predomínio de sintomas psicóticos e, geralmente, os delírios têm conteúdo persecutório, bizarro e até de alucinações. (Aquela imagem que veio a sua cabeça quando falei que o tema de hoje era Esquizofrenia)
  • Esquizofrenia Desorganizada: também conhecida como Hebefrênico, há predomínio de desorganização do pensamento, com discursos incoerentes e comportamento infantilizado. O início costuma ser precoce, ocorrendo antes dos 25 anos de idade.
  • Esquizofrenia Catatônica: quando os sintomas psicomotores são iminentes, com a chamada flexibilidade cérea (manter-se em posições não fisiológicas), além de automatismos e estereotipias.
  • Esquizofrenia Indiferenciada: quando há dificuldade de isolar um sintoma proeminente.
  • Esquizofrenia Simples: quando há evolução de sintomatologia negativa sem surtos de sintomas positivos.
  • Esquizofrenia Residual: quando há sintomas contínuos, incluindo embotamento afetivo, isolamento social, comportamento fragmentado. Os delírios ou alucinações são pouco frequentes.

A causa é desconhecida, porém, há fortes evidências de algum componente genético e ambiental. Os sintomas geralmente começam na adolescência ou no início da idade adulta. O tratamento é feito com fármacos, terapia cognitiva e reabilitação psicossocial. A detecção e o diagnóstico precoces melhoram o funcionamento em longo prazo.

Como é interessante notar de quantas maneiras diferentes alguém com Esquizofrenia pode se comportar. Não seja, definitivamente, aquele tipo de pessoa que usa de forma leviana e pejorativa a palavra Esquizofrenia. Não diga que fulano é um “esquizofrênico” só porque a ideia dele talvez seja bem diferente da sua.

Até porque não faz sentido, seria o mesmo que querer ofender alguém chamando-o de “cardíaco” ou “diabético”. Aproveitando o assunto, não ofenda e não permita que pessoas ofendam pessoas. Seja uma influência positiva e cultive a saúde mental em sua comunidade. E se alguém precisar de ajuda, ofereça ajuda, encoraje essa pessoa a procurar tratamento profissional. As pessoas não precisam de estigmas. Precisam de amor. Pense nisso!

Passou rápido hein, conversamos bastante hoje! O nosso próximo tema então eu vou deixar em suspense, porque quero te encontrar aqui em breve!

Até lá!

Syrsjane N. Cordeiro

Psicóloga pelo UNASP – SP, Especialista em Saúde Mental. Já atuou como psicóloga na prevenção e promoção de saúde na atenção básica (2014); na prevenção e promoção de saúde indígena no Alto Rio Solimões (2015); atuou também na área da assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).


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