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No Amazonas existem 15 espécies de tucunaré e de acordo com o deputado Tony Medeiros (PSD) somente 3 espécies são as que mais atraem turistas que praticam a pesca esportiva, e são essas que constam no Projeto de Lei de sua autoria que regulamenta o Turismo da Pesca Esportiva no Amazonas. O setor movimentou em 2020, durante a pandemia, R$ 400 milhões na economia do Amazonas.

As 3 espécies de que trata o projeto são:  Cichla Vazzoleri (Tucunaré não definido), Cichla Temensis (Tucunaré Açu) e Cichla Pinima (Tucunaré Pinima). O Projeto  que tramita na Assembleia proíbe a pesca comercial dessas três espécies. Mas, a pesca para consumo próprio está liberada. “Nós não queremos prejudicar ninguém, ainda mais o trabalhador  que sobrevive da pesca”, disse Tony que também propôs uma Audiência Pública para debater o Projeto, dia 15 de outubro, às 14h, na Assembleia Legislativa.

O presidente da Associação dos Pescadores Artesanais, Produtores Rurais e da Agricultura Familiar de  Manaus  (ASPAF-MAO), Pedro Hamilton Brasil, disse que é a favor do PL do deputado Tony Medeiros porque hoje oferece a oportunidade do Amazonas discutir seriamente a pesca como um todo. De acordo com ele, a atividade da pesca precisa ser fortalecida de alguma forma, porque há tempos os pescadores enfrentam dificuldades para sobreviver, sem perspectivas de evolução, e vivem uma dependência do seguro defeso.

“A pesca é uma atividade importante para o Brasil e principalmente para a nossa região, mas, nunca teve o cuidado e a atenção que merece. Somos totalmente a favor da regulamentação da pesca esportiva, precisamos fazer alguns ajustes que já foram conversados com o deputado. O PL trará sim grandes benefícios a todos do setor, pois só abrangerá 3 espécies de tucunaré das 15 existentes. Nosso Amazonas precisa de alternativas, pois o que existe até agora é a dependência do seguro defeso. Precisamos que a pesca artesanal seja fortalecida de verdade e emanada com a pesca esportiva. Vejo na regulamentação uma saída para que aumente o ganho dos pescadores e ribeirinhos”,  afirmou.

Para reforçar ainda mais a importância da pesca esportiva, Tony lembra que números de instituições ligadas ao setor indicam que a pesca esportiva está em ritmo crescente no Brasil, chegando a movimentar cerca de R$ 3 bilhões por ano. No Amazonas, segundo a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), o Turismo da Pesca Esportiva movimentou, só em 2020, durante a pandemia, R$ 400 milhões na cadeia econômica do Estado, incluindo barcos, hotéis, transporte e alimentação. Enquanto isso, a pesca comercial movimenta R$ 6 milhões. Em termos de mão de obra o setor emprega mais de três mil trabalhadores movimentando mais de oitenta embarcações.

“Algumas pessoas entenderam que o Projeto vai prejudicar o pescador artesanal. Isso não é verdade. O que queremos é estabelecer regras para que o turismo de pesca esportiva seja mais uma alternativa de desenvolvimento sustentável para o homem do interior. Serão mais recursos injetados na economia do Estado, consequentemente aumentando a arrecadação. Temos que trabalhar para que o pescador não seja dependente dos programas sociais dos governos. Temos que oferecer mais dignidade”, concluiu Tony.


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