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A Polícia Militar de São Paulo afirmou que vai estabelecer regras para a utilização de fardas e outros símbolos da corporação por integrantes que estão disputando as eleições municipais deste ano. O número de policiais e ex-policiais dobrou em relação ao pleito de 2016.

A PM paulista é a maior do país, com 90 mil homens. Na última terça-feira (29), o comando do Exército, citando estatutos militares, orientou todos os seus escalões a fiscalizar o uso da farda e de seus símbolos pelos militares da Força que se candidatarem neste ano.

A medida foi motivada depois que a tenente-coronel Andréa Firmo, candidata a vice-prefeita na chapa do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que concorre à reeleição, ter aparecido em material da campanha vestindo a farda do Exército e boina azul das forças de paz das Nações Unidas.

Acusada de violação da ética militar, Firmo se defendeu alegando que candidatos de forças auxiliares, como PMs e Bombeiros, estariam fazendo o uso de imagens fardados. Em São Paulo, o comando da PM analisa o caso da cabo Edjane, que aparece com farda e prestando continência logo abaixo do logotipo de seu partido, o PTB, em seu material de campanha.

O comando da PM confirmou ao Estadão que uma regulamentação da corporação deve ser expedida ainda nesta semana. Segundo o jornal, a medida deve ser dirigida principalmente para os policiais da ativa e que se licenciaram para se candidatar.

Especialistas ouvidos pelo Estadão afirmaram que o uso da farda é ilegal, mesmo no caso dos policiais militares. No caso de integrantes do Exército, o estatuto dos militares, no artigo 77, veda o uso da farda em manifestações político-partidárias.


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