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A polícia italiana desalojou nesta segunda-feira (18) um grupo de manifestantes que protestava contra o certificado sanitário anti-Covid em um dos acessos do Porto de Trieste, um dos principais do país.   

O portão 4 do complexo portuário estava bloqueado desde a última sexta-feira (15), quando entrou em vigor na Itália um decreto que exige a apresentação do chamado “passe verde”, documento concedido a pessoas vacinadas, curadas ou testadas contra o novo coronavírus, em todos os locais de trabalho.  

A liberação do acesso ao porto foi pedida pelo Ministério Público de Trieste, e a polícia teve de usar hidrantes e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Apenas uma parcela minoritária do grupo era formada por funcionários do local.   

Apesar do protesto, as atividades no porto nunca chegaram a ser interrompidas, ainda que alguns transtornos tenham sido registrados. Devido à operação policial desta segunda, uma longa fila de caminhões aguarda para acessar o portão 4.   

Já os manifestantes se encaminharam para a Praça Unità d’Italia, no centro histórico de Trieste, para continuar o protesto.   

“Vamos ver se eles têm coragem de nos atacar também na Praça Unità d’Italia”, declarou Stefano Puzzer, um dos líderes do ato.   

Certificado – A obrigatoriedade do “passe verde” em locais de trabalho é uma forma encontrada pelo premiê Mario Draghi de estimular a vacinação contra a Covid-19, mas sem torná-la obrigatória, o que provocaria uma ruptura dentro da coalizão de união nacional que sustenta o Executivo.   

Atualmente, pouco mais de 81% do público-alvo no país (pessoas a partir de 12 anos) está totalmente vacinado contra a Covid, mas quase 8 milhões de pessoas sequer tomaram a primeira dose – o número de casos diagnosticados desde o início da pandemia é de pouco mais de 4,7 milhões.   

O chamado “passe verde” pode ser obtido por pessoas que tenham tomado pelo menos uma dose de imunizantes anti-Covid, independentemente do prazo. Para os “antivacinas”, a alternativa para ter o certificado sanitário é comprovar cura da doença nos últimos seis meses ou resultado negativo em teste molecular (válido por até 72 horas) ou de antígeno (por 48 horas).   

Neste caso, o custo do exame deve ser bancado pelo próprio trabalhador, enquanto a vacinação é gratuita em todo o país. A apresentação do “passe verde” é obrigatória inclusive em órgãos do governo e no Parlamento, bem como para trabalhadores domésticos.   

De acordo com o decreto, a ausência do “passe verde” será considerada como “falta injustificada”, o que permitirá ao empregador não pagar o salário relativo àquele dia, mas o trabalhador não poderá ser suspenso.   

Essa é uma das regras mais rígidas em vigor em países ocidentais, o que fará da Itália um laboratório para nações ainda hesitantes em exigir certificado sanitário em larga escala. (ANSA).   


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