Foto: Reprodução/redes sociais
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Em processo que tramita em segredo de Justiça, a Polícia Civil de Goiás conseguiu no Judiciário autorização para quebra de sigilo de dados e interceptação telefônica de 17 números de celulares que podem ser utilizados pelo caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos. Ele é suspeito de matar a própria mulher, que estava grávida de quatro meses, a enteada de 2 anos e um fazendeiro, em Corumbá de Goiás.

Com exclusividade, o Metrópoles teve acesso ao pedido da Polícia Civil, que, no mesmo documento, já solicitou a prisão preventiva do suspeito. O juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende proferiu a decisão, na tarde desta terça-feira (30/11), após manifestação favorável da promotora de Justiça Melissa Sanchez Ita, do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).

Segundo a Polícia, Wanderson matou a facadas a esposa dele, Raniere Aranha Figueiró, de 19, e a enteada Geysa Aranha da Silva Rocha, de 2, no domingo (28/11). Depois, invadiu fazenda próxima e matou o proprietário Roberto Clemente de Matos com tiro na cabeça, além de atingir no ombro a mulher do fazendeiro, Cristina Nascimento da Silva, de 45 anos, que fingiu estar morta após o disparo.

Cortar internet

Além de solicitar a prisão preventiva do caseiro, o delegado Jorge Fernando dos Santos Bezerra ainda pede que a Justiça obrigue as operadoras de telefonia a suspender internet em todos os 17 celulares. A polícia suspeita que oito deles são usados diretamente por Wanderson, inclusive o que teria sido roubado do fazendeiro. Em três desses, indica apenas o número do IMEI.

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A interceptação de outros nove celulares restantes, de acordo com a polícia, podem ajudar a identificar o paradeiro de Wanderson porque quatro estariam em uso pelo pai dele, Inácio Simões Protácio. Três aparelhos seriam usados pela mãe do suspeito, Maria Divina Muniz, e os últimos dois, pela ex-companheira dele, Ana Carolina Ferreira da Costa.

A equipe de investigação também quer ter acesso ao histórico de chamadas durante todo o período de interceptação, de 15 dias, para que os dados sejam enviados à Gerência de Operações de Inteligência da Polícia Civil.

Além disso, o delegado pede que sejam fornecidos os históricos de chamadas (originadas, recebidas, tentadas e não atendidas) e históricos de mensagens de texto (SMS), contendo os endereços e suas coordenadas geográficas completas (latitude, longitude e azimute), devendo constar os IMEIs utilizados tanto pelas linhas alvo como os dos interlocutores.

WhatsApp

O delegado solicita, ainda, que o WhatsApp forneça à equipe de investigação, no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária, informações dos celulares no período de 20 de novembro até o dia em que os crimes foram praticados.

“Fornecimento de dados cadastrais completos das contas do respectivo aplicativo vinculadas aos terminais, incluindo perfis dos usuários com os arquivos de imagem enviados para funcionar como foto do perfil, contas de e-mail utilizadas para a recuperação de segundo fator de autenticação, contas de e-mail utilizadas para a realização de backups das conversas no Google Drive ou ICloud (ou ambos se for ocaso)”, diz um trecho do pedido.

O delegado também pediu ao Judiciário que o WhatsApp seja obrigado a fornecer lista de contatos dos celulares, dados cadastrais dos usuários de contas que tiveram interação por meio dos números dos aparelhos. Solicitou, ainda, informações a relação dos grupos dos quais os usuários fazem parte, com nome de cada um, fotografia, data de criação, contas dos administradores e quantidade de usuários.

Delegados à frente

Caso a Justiça autorize a quebra de sigilo de dados e a interceptação telefônica, as informações poderão ser acessadas, exclusivamente, por quatro delegados: Abadio Souza e Silva, Vytautas Fabiano Silva Zumas, Jorge Fernando dos Santos Bezerra e Rafaela Wiezel Alves. (Metrópoles)

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