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Armada com o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, a seleção portuguesa entra em campo neste domingo contra os Estados Unidos, com a certeza de que é hora de mostrar bom futebol mais uma vez. Com a necessidade de vencer para se manter na briga, mas sem poder contar com o lateral-esquerdo Fabio Coentrão e o zagueiro Pepe, eles enfrentam os americanos, que na estreia venceram Gana, mas perderam o atacante Jozy Altidore na Arena da Amazônia, em Manaus, às 18h (local).

Goleada pela Alemanha por 4 a 0 na primeira partida do Grupo G, a seleção portuguesa precisa dos três pontos para chegar à última rodada com a mesma pontuação dos americanos, que superaram os ganeses por 2 a 1 e podem até já confirmar a classificação hoje caso saiam de campo vitoriosos.

Com um balanço de duas vitórias para cada lado e um empate, o último confronto entre ambas é desfavorável para a seleção de Cristiano Ronaldo. Na fase de grupos na Copa do Mundo de 2002, os portugueses perderam por 3 a 2. Hoje técnico da seleção lusitana, o ex-volante Paulo Bento jogou 20 minutos naquela derrota.

A tarefa não será fácil para Portugal, ainda mais sem Coentrão, cortado do torneio devido a uma lesão, e Pepe, expulso contra os alemães. Enquanto um tem características ofensivas insubstituíveis, o outro é o xerife da defesa.
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Além disso, o goleiro titular Rui Patrício e o centroavante Hugo Almeida se recuperam de lesões e devem ser desfalques. Tudo isso somado ao delicado joelho de Cristiano Ronaldo, que já deixou o treino duas vezes nos últimos dias devido a uma tendinite, mas que jogará mesmo assim.

Em meio à onda de desfalques, a única boa notícia para Paulo Bento fica por conta do zagueiro Bruno Alves, que recentemente foi liberado pelo departamento médico.

Apesar de ter feito uma atuação abaixo do esperado no segundo tempo contra a Alemanha, André Almeida é o substituto natural de Coentrão. Outra opção seria colocar o meia Miguel Veloso improvisado na lateral esquerda.

Herói do Benfica na decisão por pênaltis na final da Liga Europa contra o Sevilla, Beto deve assumir o gol lusitano. Para o lugar de Pepe as alternativas são o rápido Neto ou o experiente Ricardo Costa. No ataque, Hugo Almeida deverá ser sacado para a entrada de Éder, em melhor forma física que Hélder Postiga.

O gol do zagueiro Brooks que garantiu a vitória dos EUA sobre Gana por 2 a 1 nos minutos finais alimentou as esperanças de classificação da equipe. Contra Portugal, o objetivo será pelo menos assegurar a segunda posição do grupo.

Embora melhor posicionados que os lusitanos, os americanos também tiveram uma perda importante para a partida de domingo. Após uma arrancada em velocidade na partida de estreia, o atacante Jozy Altidore sentiu uma fisgada na coxa, precisou ser substituído e não estará à disposição do técnico Klinsmann para o segundo jogo. Assim como na primeira partida, Johannsson deverá ser o substituto.

Por outro lado, o treinador contará com o polivalente Clint Dempsey, que quebrou o nariz em um lance no jogo contra Gana. Para não agravar a situação, o jogador irá a campo com uma máscara de proteção.

Outro jogador de fundamental importância para os Estados Unidos, o volante Michael Bradley ignorou a vantagem americana na tabela de classificação e pediu cautela à equipe para o próximo jogo. "Portugal não é só Cristiano Ronaldo. É uma equipe complicada que joga pela classificação", avaliou Bradley em relação ao adversário deste domingo.

Segurança reforçada

Esse clima tenso da presença dos Estados Unidos e o interesse que a partida em Manaus fez as autoridades aumentarem a segurança. Escoltas e policiamento nas ruas ganharão um reforço e o efetivo de policiais militares que estarão no jogo aumentará dos 3,5 mil que trabalharam e na partida Croácia e Camarões e passará para 4.700. No caso dos Estados Unidos, pela sua peculiaridade e nível de risco, é necessário um controle maior. No caso de Portugal é por causa de presença do Cristiano Ronaldo.


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