O prefeito Zezinho Eufrásio (no detalhe) resolveu exonerar seus parentes e do vice-prefeito nomeados na Prefeitura de Amaturá (Montagem Fato Amazônico)
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Atendendo a recomendação do promotor Kleyson Nascimento Barroso, de Amaturá, o prefeito José Augusto Barrozo Eufrásio, conhecido como “Zezinho Eufrásio” (Pros), determinou a exoneração de dezesseis pessoas que exerciam cargos no Executivo Municipal, alguns deles em evidente situação de nepotismo.

Os servidores exonerados eram parentes do prefeito e do vice-prefeito, Evandro Lopes. Os decretos de exoneração foram publicados no Diário Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado do Amazonas no dia 17/06 (Ano XII, nº 2886).

Na recomendação, o promotor de justiça prescreveu a exoneração de apenas 9 dos parentes nomeados, em respeito ao novo entendimento do STF quanto à aplicação da Súmula Vinculante nº 13/2008, que desconsidera a ocorrência de nepotismo em casos de parentes que ocupam cargos políticos. Em resposta ao Ministério Público, o prefeito determinou a exoneração de mais sete funcionários, cujos nomes não constavam na recomendação, sob alegação de ‘boa fé’.

A nomeação de parentes para o exercício de cargo ou função pública que não exijam a realização de concurso público caracteriza a prática de nepotismo, o que viola os princípios norteadores da Administração Pública, como a impessoalidade, a moralidade, a eficiência e a indisponibilidade do interesse público.

 


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