Foto - Cristóvão Nonato / Concultura
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Os artistas ganhadores do edital Manaus Faz Cultura começaram a assinar, na sexta-feira, 27/12, os Termos de Apoio Financeiro da Prefeitura de Manaus, para a realização de oficinas artísticas nos bairros de todas as zonas da capital. A iniciativa acontece por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), com apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

Os 45 projetos contemplados vão receber R$ 20 mil cada, totalizando R$ 900 mil, para oportunizar formação, vivências artísticas e realização de oficinas de dança, artes visuais, musicais, teatro, de luteria e vídeo.

“Esse é um momento especial para os vencedores do edital Manaus Faz Cultura, pois, receberão mais um estímulo para produzir e também um reforço no orçamento. A ação é parte do projeto do prefeito David Almeida, de fomentar as artes em Manaus”, lembrou o presidente do Concultura, Tenório Telles, destacando que, desde o início da gestão, o prefeito tem disponibilizado recursos e oportunidades para a classe artística.

O edital foi lançado no início de outubro e os ganhadores vão receber o dinheiro brevemente, tendo como prazo de execução até abril de 2022.

“Outra orientação cumprida com essa ação é de atender ao programa de governo do prefeito, de descentralizar a política cultural, levando apoio aos artistas e trabalhadores da cultura de todas as zonas da cidade”, observou Telles.

Projetos

A atriz e professora de teatro Jôce Mendes, apresentou o projeto “Corpo e os Elementos da Natureza”, uma oficina de teatro e dança, que visa despertar a consciência corporal e da natureza que nos cerca. Uma turma de 12 alunos vai ter três meses de oficinas de teatro, dança e performance, e no final será apresentado ao público uma experiência sensorial-artística-performativa, em forma de intervenção artística, performance ou espetáculo teatral, em locais que serão definidos coletivamente.

“A mensagem que queremos passar é muito mais do que ecológica, é espiritual-artística. Partimos de uma pesquisa da universidade onde trabalhei os ritos espirituais e os elementos da natureza: terra, água, fogo e ar”, explica Jôce, dizendo ser, atualmente, uma artista sensorial, que oferece arte em que o público que a assiste, também interage e passa a ser parte da obra.

Outro projeto aprovado é o “Dança Manaus”, apresentado pela bailarina Verlene Ferreira Mesquita, professora de carreira, formada em Dança pela UEA, e coordenadora do In Cena Centro de Artes, um novo espaço cultural no bairro do Coroado, na zona leste. O projeto é dirigido a jovens entre 11 e 17 anos, que têm interesse em descobrir a dança, tanto balé clássico quanto danças urbanas.  

“Durante três meses, a ideia é transmitir esses saberes, conhecimentos e mostrar as possibilidades que se têm pela arte da dança, para que esses adolescentes tenham uma perspectiva de desenvolvimento”, conta a professora, que selecionará, por meio de uma banca avaliadora, 32 jovens da comunidade, divididos em duas turmas de 16 alunos de balé e danças urbanas. Todos vão receber aulas práticas e teóricas, terão vivência com outros artistas da dança e, ao final, participarão de uma apresentação à comunidade.

O músico Ney Dartanha, mestre de bateria da escola de samba do bairro Cidade Nova, assina o projeto “Oficina de Lutheria”, para confecção de instrumentos de percussão, a 20 jovens da zona Norte que, ao final, vão participar da bateria da escola, e também poderão ser selecionados para os bois-bumbás.

“Esse edital nos oportunizou formar novos talentos e ter um grupo de músicos para a reposição e renovação da bateria”, justificou.


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