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As unidades de saúde da Prefeitura de Manaus vão desenvolver, no período de 3 a 14/2, ações educativas voltadas à prevenção da gravidez na adolescência. A programação faz parte da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência e Semana de Conscientização e Prevenção da Gravidez na Adolescência, esta última instituída no calendário oficial da cidade pela Lei Municipal nº 2.505/2019. A meta é reduzir, cada vez mais, a taxa de gravidez em meninas dos 10 aos 19 anos.

Em Manaus, a taxa de gravidez na adolescência (10 a 19 anos) em 2017 foi de 19,2%, e em 2018, de 18,5% (dados preliminares). Já a proporção de ocorrências de gravidez na adolescência na faixa etária de 10 a 14 anos vem apresentando decréscimo, caindo de 1,05% (419 números absolutos), em 2016, para 0,95% (368 números absolutos) em 2018.

“As ações serão no sentido de reforçar aquilo que já é oferecido na rotina de nossas unidades para esse público específico. Nossos registros apontam que a partir de 2016, esse índice vem demonstrando uma tendência decrescente, resultado dos esforços das equipes da rede municipal de saúde, dentro do que orienta o prefeito Arthur Virgílio Neto”, destaca o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.    

A programação tem como objetivo promover e proteger a saúde das adolescentes visando à redução da gravidez não intencional, além de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez nessa faixa etária.

Neste período, o foco da Semsa, por meio das unidades de saúde, será voltado para ações de Educação em Saúde com grupos de adolescentes, com ênfase na utilização da Caderneta de Saúde do Adolescente, instrumento já implantado na rede municipal de saúde, como também a utilização de atividades lúdicas de dinâmica de grupo, no intuito de trabalhar informações junto a essa população, com metodologia e linguagem adequadas, agregando a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV/Aids e Hepatites Virais.

Ações desenvolvidas

A Prefeitura de Manaus vem intensificando as ações da Saúde do Adolescente com foco nos eixos prioritários como crescimento e desenvolvimento saudáveis; saúde sexual e reprodutiva, bem como redução da morbimortalidade por causas externas e uso abusivo de álcool e outras drogas. A base é o acompanhamento por meio da Caderneta do Adolescente, que está passando por um processo de revisão na faixa etária de 10 a 13 anos, 11 meses e 29 dias, conforme orientação do Ministério da Saúde. Dos 14 aos 19 anos, as UBSs realizam a troca da Caderneta da Criança pela Caderneta do Adolescente.

A Caderneta do Adolescente é um instrumento que traz informações sobre os direitos dos adolescentes; dicas de saúde; alimentação saudável; crescimento e desenvolvimento; saúde bucal; Calendário Nacional de Vacinação e Registro das Vacinas; puberdade; menstruação; higiene; sexualidade; conhecer/ficar/namorar; dupla proteção; e projeto de vida.

Programa Saúde na Escola

Por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), a Secretaria Municipal de Saúde tem 177 escolas públicas pactuadas durante o ciclo 2019-2020, garantindo o acesso dos adolescentes ao serviço de saúde com a mais alta qualidade de informações e cuidados relacionados à saúde sexual e reprodutiva.

Dentre as doze ações pactuadas há estratégias para o desenvolvimento de atividades de prevenção da gravidez da adolescência no contexto escolar, abordando o Direito Sexual e Reprodutivo e prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, as IST/Aids e Hepatites. São ações no sentido de construir espaços de diálogo entre adolescentes, jovens, professores, profissionais de saúde e comunidade, levando em conta aspectos subjetivos, questões relativas às identidades e às práticas afetivas e sexuais no contexto das relações humanas, da cultura e dos direitos humanos.

Riscos

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gravidez é considerada precoce quando a menina engravida entre os 10 e os 19 anos. A gravidez precoce geralmente se deve à cultura e à dificuldade de acesso a métodos contraceptivos, podendo causar consequências desagradáveis tanto para a saúde da gestante como do bebê.

Para a saúde pública, a gravidez na adolescência tem sido um desafio, visto que muitas destas gestações terminam em abortos provocados, realizados em condições adversas, que evoluem para problemas obstétricos como hemorragia, infecção ou perfuração uterina, contribuindo para o aumento da mortalidade materna neste grupo etário.

Outro aspecto de destaque é a possibilidade de risco biológico dessa gravidez, quando associada a outros fatores, como desnutrição e acompanhamento tardio, entre outros. Se presente, esse risco não está especificamente ligado ao fato de a gestante ser adolescente, pois pode ser minimizado por meio de um acompanhamento pré-natal adequado e iniciado o mais cedo possível.

A gravidez na adolescência pode provocar doenças hipertensivas na gestação (como pré-eclâmpsia e eclâmpsia); aumento do risco de parto prematuro; anemia gestacional; Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs); e baixo peso do feto ao nascer. Os riscos de uma gravidez na adolescência incluem complicações no parto, que pode levar a uma cesárea; infecção urinária ou vaginal; aumento do risco de depressão pós-parto; e aumento do risco de rejeição ao bebê.

No Brasil, as ações de prevenção da gravidez na adolescência tornaram-se agenda intersetorial à qual tem por objetivo disseminar informações sobre as medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da gravidez na adolescência.  Segundo a Pesquisa Nascer Brasil (2016), do Ministério da Saúde, 66% das gestações em adolescentes são indesejadas. Em 2015 foram registrados 546.529 mil nascidos vivos de mães com idade entre 10 a 19 anos, representando 18% dos três milhões de nascidos vivos, segundo dados de 2017 do Ministério da Saúde.


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