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A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (ADAF), apreendeu nesta quarta-feira, 12, cinco toneladas de frango em Humaitá.  O destino da carga, oriunda de Porto Velho (RO), seria Canutama, no sul do Amazonas. O material era transportado sem nota fiscal e refrigeração, com grave risco a saúde.

Por solicitação da ADAF, a prefeitura de Humaitá, administrada por Dedei Lobo (PSC), abriu uma vala no lixão da cidade para o descarte do frango apreendido o que provocou verdadeira corrida ao local. Na expectativa de garantir um frango para a refeição, dezenas de pessoas invadiram o lixão público.

A cena é dantesca e serve de termômetro para dimensionar o tamanho da fome no Brasil.

Com algum esforço, mulheres, homens – pessoas de todas as idades (ver vídeo) – não param de cavar e com o uso de pás improvisadas, enchem as suas sacolas com frangos descartado no lixão ocupado por toda sorte de inseto e urubus famintos.

O descarte do frango no lixão da prefeitura de Humaitá de imediato ganhou as redes sociais e o que era previsível aconteceu. No local nem um fiscal para coibir a invasão da lixeira e a consequente retirada do produto enterrado. 

Até o momento nenhuma autoridade – prefeito, Ministério Público, Vigilância Sanitária – se manifestaram sobre o episódio que, potencialmente, coloca em risco a saúde da população.

A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas agiu de acordo com as recomendações sanitárias. Ainda assim, faltou coordenação e planejamento na destinação do material apreendido. Jogar simplesmente cinco toneladas de frango no lixão não resolve a questão. É preciso responsabilidade não só com a destinação e a legalidade mas, também, com a saúde da população.


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