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A Semana da Mobilização da Família para o Acompanhamento da Alfabetização na idade certa iniciou nas escolas municipais, na manhã desta segunda-feira, 9. O acompanhamento familiar na educação das crianças é uma das vertentes do Bloco Pedagógico, que organiza os três primeiros anos do Ensino Fundamental (1º, 2º e 3º) para garantir a alfabetização e o letramento dos alunos de até, no máximo, oito anos de idade.

Cerca de 70 pais participaram da reunião na Escola Municipal Padre Sebastião Luiz Puga, localizada no bairro Japiim, zona Sul, onde foram orientados sobre o bloco, tiraram dúvidas, deram sugestões e conversaram com os professores. A Escola Municipal Pequeno Príncipe, no bairro São José 1, zona Leste, também iniciou a mobilização nesta segunda-feira.

“É um momento importante de questionamentos e esclarecimentos. Os pais receberam um instrumento de pesquisa, no qual vão colocar sua opinião, a realidade de acompanhamento enquanto responsáveis e suas necessidades. Essa pesquisa vai servir para que possamos tabular os dados e procurar melhorar a qualidade de ensino das nossas crianças”, explicou a professora Elcimildes Saraiva, que faz parte da equipe pedagógica da Escola Municipal Padre Puga.

As reuniões são divididas em dois momentos. Na primeira parte, os pais recebem orientações sobre a nova estrutura curricular, assistem filmes sobre educação e são motivados a acompanhar a alfabetização dos filhos. No segundo, os responsáveis vão para as salas de aula, onde conversam diretamente com os professores, que explicam a metodologia do ensino, formas de avaliações e mostram a ficha individual de cada aluno.

“Os encontros são de extrema importância porque só com essa parceria, juntando esforço de família e escola, é que conseguiremos atingir nosso objetivo. É necessário que unamos esforços para que nossos alunos possam chegar ao final do 3º ano lendo, escrevendo, fazendo operações e interpretando textos”, complementou Elcimildes.

Participação familiar

A dona de casa Silvana Moraes Macedo, 49, tem duas filhas matriculadas na Escola Municipal Pequeno Príncipe e contou que, apesar das dificuldades, faz questão de acompanhar os estudos das crianças. “Hoje, eu posso dizer que é muito gratificante acompanhar a alfabetização dos meus filhos. Não acompanhei os estudos dos meus filhos mais velhos e acabei os perdendo. Agora, eu tenho outra oportunidade e acho importante ir às reuniões, olhar o caderno das minhas filhas mais novas e as ajudar com o dever de casa”.

Já o motorista Wagner Gama, 28, é pai de Wagner Júnior, de 6 anos, matriculado na Escola Municipal Padre Puga. Ele contou que mesmo trabalhando, faz questão de tirar um tempo para participar da alfabetização do filho. “Creio que a escola faz a parte didática e nós, pais, temos que ajudar em casa com o reforço. Fazendo isso, a gente já sente a diferença na educação das crianças. Não adianta a escola fazer a parte dela e os pais não colaborarem"


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