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Para o presidente Júlio Casares, a derrota de 5 a 1 diante do Inter no Morumbi pode marcar sua gestão. Ainda é cedo, claro, e todos no São Paulo esperam que o time consiga virar a chave de uma década, quando mais perdeu e foi eliminado do que ganhou, trocou mais de 30 vezes de técnicos e quase sempre deixou a desejar em campo. Havia muita neblina em relação à permanência do técnico Fernando Diniz e de alguns jogadores caros, que alteram alto e baixos em campo. Jogadores experientes, outros no banco e sem jogar. Tudo isso precisa ser revisto.

A goleada doída e que fez o São Paulo perder a liderança do Brasileirão faltando sete rodadas para seu fim também abriu os olhos dos comandantes do clube. O alicerce do time não é sólido, contatou-se nos últimos 90 minutos. Emocional e técnico estão abalados após quatro rodadas sem ganhar, queda na tabela e possibilidade de passar mais uma temporada sem nada.

Diniz não sabia o que fazer, ou melhor, montou um esquema de treino para o jogo, com saída de bola com até três jogadores dentro de sua própria área e mais o goleiro, e não levou em conta a contra ofensiva do adversário, que veio babando. Manteve o esquema ‘suicida’ até o fim e foi sofrendo gols até a contagem de 5. Há quem desconfie que Diniz e o elenco se romperam e sem volta neste restante de temporada. Os rivais chegaram com mais vontade e isso é inadmissível no futebol para qualquer elenco, principalmente para quem defende a liderança.

O São Paulo pode ainda sofrer o efeito manada, aquele em que a boiada passa quando a porteira é aberta. O Inter foi o primeiro. Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Grêmio estão nessa corrida também. O São Paulo pode se beneficiar pelos rivais mais fracos nas próximas rodadas, Coritiba e Atlético-GO, mesmo assim o torcedor não tem mais essa certeza. Desconfia.

A surra pode ajudar Casares a enxergar melhor o que tem em mãos e o que precisará fazer. Não descarto a demissão de Diniz, ventilada desde o começo da temporada, mas sempre contornada por Raí, que não vai ficar. Não vejo o São Paulo com forças para reagir. Posso estar errado. A temporada não acabou neste jogo. O time continua na briga. Terá de ir para o divã para se recuperar antes. Os jogadores estão tensos e não falam mais a mesma língua. Nem a língua de Diniz. (Estadão)


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